terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nova audiência sobre o caso "Tintim no Congo"

Mais um capítulo da longa e monótona história sobre a polêmica obra de Hergé. Nesta segunda-feira, 22/11, um tribunal de primeira instância da Bélgica ouviu os argumentos expostos por Bienvenu Mbutu Mondondo (foto) e o Conselho Representativo de Associações Negras (CRAN) para proibir a publicação do álbum "Tintin no Congo", que consideram racista e ofensivo em relação aos africanos.


"Não queremos que seja um julgamento contra Hergé, e sim contra uma época na qual o racismo estava ancorado nas mentalidades", declarou o advogado de um dos autores da ação, referindo-se ao período em que a atual República Democrática do Congo era uma colônia da Bélgica.

O julgamento começou em 28 de abril, depois de processo aberto por Mondondo, cidadão congolês residente na Bélgica, e o CRAN da França. Caso não consigam a proibição do álbum, os autores da ação querem, pelo menos, exigir que as novas edições tenham uma faixa advertência e um prefácio onde se explique o contexto da época. Também é exigido que o álbum passe a ser vendido na seção de livros "para adultos" das livrarias.

A editora Casterman e a Moulinsart S/A, que detém os direitos comerciais da obra de Hergé, alegaram que o caso está fora da alçada do tribunal de primeira instância. A próxima audiência está marcada para o dia 8 de dezembro.

Com informações do Diário de Notícias.

:: Comentário: É óbvio que sou fã de Tintim, mas confesso que não sentiria pena da Moulinsart se o álbum fosse realmente proibido. Não acho "Tintim no Congo" uma história racista, longe de mim, mas acho que a detentora dos direitos autorais de Hergé precisa perder pelo menos uma vez. A Justiça da Bélgica é, na grande maioria das vezes, favorável à Sociedade Moulinsart, mas nem sempre por motivos justos. O nome "Tintin" significa muito para o país, tanto histórica como economicamente falando, então seria ruim para o próprio governo prejudicar uma de suas principais marcas - se não A principal. Mas que a Moulinsart precisa perder um pouco de seu poder monopolizador, disso eu não tenho dúvidas! Afinal, eu mesmo já senti na pele sua ação impiedosa.
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