quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tribunal volta a adiar a decisão sobre racismo em "Tintim no Congo"

A justiça belga adiou novamente uma decisão sobre as denúncias de racismo contra os editores do livro “Tintim no Congo” e exigiu 15 mil euros de caução a um dos queixosos residentes da República Democrática do Congo.

Na última segunda-feira a justiça belga adiou pela segunda vez a decisão sobre as denúncias de racismo contra os editores de "Tintim no Congo". Dois processos contra o álbum de Hergé, publicado pela primeira vez em 1930, continuam em andamento. O primeiro é o mais conhecido, pois envolve o congolês residente na Bélgica Bienvenu Mbutu Mondondo, que exige que a obraeja retirada de circulação ou que passe a incluir um aviso sobre conteúdo racista.

O segundo queixoso, Yves Okota, também natural da República Democrática do Congo, quer apenas a inclusão do aviso no livro, imitando o que já aconteceu no Reino Unido. No final de maio, quando o Tribunal de Primeira Instância adiou, pela primeira vez, o resultado do processo, a Casterman e a Moulinsart foram obrigadas a depositar 15 mil euros de caução como idenização a Okota.

Pelo menos até setembro, permanece pendente a decisão quanto a quem julgará o caso: o Tribunal de Primeira Instância ou do Comercial.

:: Em tempo: Se ainda não viu, veja agora as três primeiras partes do especial sobre Tintim no Congo clicando aqui, aqui e aqui. Em breve o blog vai falar sobre a grande polêmica ao redor do álbum: afinal, Hergé foi racista ou não?
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Um comentário:

  1. Tomara que esse adiamento seja o último e que tudo isso se resolva logo. Já está mais do que na hora.

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