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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Quantos idiomas Tintim domina?

Tintim, o repórter globalizado, também fala mandarim?

Pergunta do tintinófilo Ailton: Tintim era um cara que viajava muito pelo mundo, visitando vários países, mas, quantos idiomas ele falava?

Já que não estamos falando do número de traduções das aventuras de Tintim, que já ultrapassam os 100 idiomas, levei seu questionamento para um grupo de estudos tintinólogos (mais conhecido como Hergé Brasil) a fim de, junto com outros peritos, chegar a uma conclusão. Vejamos...

Considerando o espírito aventureiro de nosso repórter e sua disposição para se relacionar com as pessoas, imagino que ele seja poliglota... (Troglodita? 😐 Não! Poliglota!) - Carmem Toledo.

Se não me engano, no álbum O Templo do Sol, o Tintim tenta perguntar algo pra uma múmia numas 3 línguas diferentes - Nathalia Barbosa (é isso mesmo, veja a imagem à direita).

Parece-me uma falsa questão, no sentido de Hergé não lhe dar significado a não ser quando disso necessitou para efeitos dramáticos. Em numerosas ocasiões em que interage com indivíduos de outras nacionalidades Tintin não tem qualquer dificuldade de comunicação e noutras a barreira ergue-se. Não é, portanto, uma questão cristalina e de resposta unívoca. - conclui Jorge Macieira.

Mas, considerando todos os países pelos quais Tintim passou, mais especificamente aqueles nos quais ele se comunicou fluentemente com alguém, dá para ter uma ideia de quantos idiomas ele domina? Vamos tentar.

Francês: Língua materna de Tintim, é falada pelo repórter em seu dia a dia em Bruxelas. Levando em conta que a Bélgica também tem o neerlandês (holandês ou flamenco) e o alemão (que ele chega a usar em seu primeiro álbum) como idiomas oficiais, é natural que ele também tenha certa fluência nessas línguas.

Inglês: Na aventura de "Tintim na América", o repórter consegue se comunicar sem dificuldades com norte-americanos dos mais diversos sotaques, desde os nativos até os gângsters de Chicago. É difícil acreditar que todos aqueles estadunidenses falassem francês, apesar de algumas frases serem apenas pinceladas com expressões anglofônicas. Tintim volta a interagir com falantes do idioma em sua viagem à Grã-Bretanha, no álbum "A Ilha Negra".

Espanhol: Em suas viagens pela America Latina, tanto em "O Ídolo Roubado" como em sua última aventura finalizada, "Tintim e os Tímpanos", Tintim nunca precisou de intérprete. Isso sem contar sua incursão no Peru, em "O Templo do Sol " - ou será que era Zorrino que falava muito bem o francês?

Mandarim: No álbum "O Lótus Azul", o repórter conhece a China e mantém contato com Tchang e sua futura família. Diferente dos Dupondt, que até hoje não entendem qual foi a mensagem que Tchang escreveu (na língua chinesa) para a polícia, fazendo a dupla passar por um par de loucos.

E quanto aos idiomas da Sildávia e da Bordúria? O tintinófilo Ivo Coser pontua: Quando ele encontra dois camponeses locais ele não entende o que eles falam. Talvez a elite local falasse francês. De fato, o idioma francês é bem presente na Sildávia, o que é evidente em placas e cartazes do país criado por Hergé.

Ah, como bem lembrado por Ivo, não podemos esquecer o elefantês, que ele fala em Charutos do Faraó.

:: TPT recomenda: clique aqui e tenha acesso a um dossiê completo (em francês) sobre os idiomas falados nas aventuras de Tintim, com referências diretas aos álbuns.
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018: o ano dos 10 anos

O Tintim por Tintim não morreu. Pelo contrário, está ressurgindo neste primeiro dia do ano novo para lembrar que em 2018 o blog completa 10 anos de existência.


2017 foi uma espécie de ano sabático para as atividades deste blog, mas o TPT continuou ativo nas redes sociais (se você ainda não segue, siga o Facebook, Twitter e Instagram). Ainda acredito que não tem textão em rede social que substitua um artigo em um blog e, por esse motivo (e após consulta popular com quase 100% de aprovação), pretendo retomar as atividades por aqui.

Você pode voltar quando quiser para conferir as notícias, curiosidades e especiais sobre a obra de Hergé. Confesso que, como ainda toco o barco sozinho, não garanto uma grande periodicidade de publicações. Até porque sabemos que não é sempre que temos novidades relacionadas a nossos queridos personagens. Porém, farei um esforço para estar mais ativo, e sua presença será importante para a manutenção deste espaço, ainda único no Brasil.

O que esperar de 2018? Lá fora, ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais, fico na torcida pela vitória do país - muito mais no segundo evento, diga-se de passagem. Aqui, em nosso mundinho tintinófilo, tudo que for notícia sobre Tintim (quem sabe não surge alguma sobre o esquecido segundo filme) e, claro, a comemoração dos 10 anos de blog... Uau, nem acredito que já faz tanto tempo!
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