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domingo, 22 de maio de 2016

5 criações de Hergé que você provavelmente não conhecia

Autorretrato de Hergé, datado de 1930.
Em 22 de maio de 1907, nascia na Bélgica o promissor Georges Remi. Conhecido mundialmente como Hergé, foi o criador das Aventuras de Tintim, e de personagens como Quick e Flupke e Jo, Zette e Jocko. Mas, o que muitos talvez não saibam, é que o artista belga tem no currículo uma série de criações menores, que não tiveram a mesma longevidade do jovem repórter topetudo. É sobre esses filhos "esquecidos" que vamos falar agora.


Depois de criar o escoteiro Totor, em 1926, Hergé desenhou seus primeiros personagens para o Le Petit Vingtième: Flup, Nenesse, Poussette et Cochonnet. A trupe, formada por três crianças e um porquinho (inflável), estrelou uma única aventura nas páginas do semanário infantil, escrita por um redator esportivo do jornal e publicada entre novembro de 1928 e março de 1929. Hergé não assinou os desenhos. Ele não podia se contentar com a ideia de ilustrar roteiros de outro argumentista, como era o caso, principalmente com uma qualidade tão duvidosa. Veja mais detalhes, imagens, e o link para a história completa neste outro artigo.

Em 1931, ano em que também criou Fred e Mile (dupla precursora de Quick e Flupke que durou apenas uma historinha), Hergé publicou uma obra bem diferente do que vinha fazendo até ali. Tim l'écureuil Héros du Far-West (Tim, o esquilo, Herói do Faroeste), foi o primeiro título no qual Hergé fez uso de animais antropomorfizados como personagens. As 32 páginas desta aventura, muito coloridas, não usavam balões, mas sim legendas abaixo as ilustrações, formato utilizado anteriormente por Hergé no início da carreira, em Totor.

A história foi publicada em duas páginas semanais entre 17 de setembro e 31 de dezembro de 1931 para a loja de departamentos À l'Innovation, em Bruxelas, que a oferecia gratuitamente aos clientes toda quinta-feira. Estrelada pelo esquilo Tim, sua noiva Millie e seu velho tio Pad, foi praticamente um esboço do que viria a ser a série "Les Aventures de Tom et Millie" (1933) e de "Popol et Virginie chez les Lapinos" (1934). Leia a aventura completa (em francês) de Tim, o esquilo, no bellier.org.

Nos anos seguintes, Hergé continuou criando personagens para publicidade, como foi o caso da série de tirinhas "Cet Aimable M. Mops" (1932). Em 1933, voltou a tentar emplacar uma série com animais, desta vez para um folheto intitulado Pim et Pom, que fazia parte do suplemento infantil do jornal La Meuse, o Pim - Vie heureuse (Vida feliz). Nascia ali Les Aventures de Tom et Millie (As Aventuras de Tom e Millie), que Hergé assinou usando outro pseudônimo, R.G., suas iniciais invertidas. A obra é formada por dois episódios curtos baseados nas aventuras de Tim, o esquilo, mas tem ursos como protagonistas.


A primeira história, "Qui veut la fin veut les moyens" ("Quem busca o fim justifica os meios", em livre tradução), teve duas páginas, e foi publicada em preto e branco na primeira edição do Pim et Pom, em 7 de fevereiro de 1933. A segunda, "Tom et Millie à la recherche du soleil" (Tom e Millie em busca do sol), com 18 páginas, foi publicada em duas cores no mesmo suplemento, entre 14 de fevereiro de 1933 e 11 de abril de 1933. Nesta, Millie está muito doente, e o médico diz a Tom que ela precisa de sol. Os dois viajam através das planícies africanas, onde encontram leões, uma tribo feroz de macacos e uma caravana de camelos de berberes. Várias partes da história foram revividas mais tarde por Popol e Virginie (mas isso é assunto pra outro artigo).


Em 1934, criou-se oficialmente o Atelier Hergé, que até o momento vinha trabalhando informalmente em peças publicitárias. Depois de trabalhar para marcas famosas de lojas, chocolates e até automóveis, em 1937 Hergé realizou um trabalho para a Briquettes Union. Jef Debakker foi o personagem título de uma série curta criada pelo atelier. Com apenas 4 páginas, a obra foi intitulada "Les Mésaventures de Jef Debakker" (As Desventuras de Jef "Opadeiro", em livre tradução).

Em 1938, Hergé trabalhou em uma série curta para a confeitaria Antoine (embora haja controvérsias sobre a data, o livro Hergé - Chronologies d'une oeuvre coloca este lançamento em 1938. A página oficial de Tintim cita o ano 1934). Lançou os personagens Antoine, Antoinette, Plouf e Dropsy, um casal de irmãos, um cachorro e um papagaio, respectivamente. Com seis episódios de uma página cada, as historinhas eram apresentadas com legendas sob cada desenho.

Os episódios são: "La Boule de Cristal" (A Bola de Cristal), "Les Fleurs Merveilleuses"  (As Flores Maravilhosas), "Dropsy prisonnier" Dropsy, o prisioneiro), "La Sirène Ondina et les Lutins" (A Sereia Ondina e seus Anões), "Le Sacre d'Antoine et d'Antoinette" (A Coroação de Antoine e Antoinette) e "Les Nouvelles Méesaventures de Dropsy et de Plouf" (As Novas Desventuras de Dropsy e Plouf). A obra é vista como precursora da série Jo, Zette e Jocko, que alcançaria relativo sucesso anos depois. Confira todas as páginas aqui.


Apesar de pouco - ou nada - lembradas, cada uma das criações menores de Hergé merece atenção. Algumas serviram de influência para seus trabalhos posteriores, seja no visual de um personagem, seja nos cenários por onde passam. Outras ajudaram o jovem Georges Remi construir seu nome como artista e publicitário. Mas foi através de todas essas pequenas obras que o criador de Tintim se desenvolveu, artística e narrativamente. Seu valor histórico é imensurável.

Fontes: Hergé Chronologies d'une oeuvre, bellier.org, Wikipedia, Tintin.com.
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quinta-feira, 12 de maio de 2016

E se Tintim virasse filme nos anos 80?


E se Steven Spielberg tivesse levado adiante a ideia de adaptar Tintim para o cinema nos anos 1980 (ou 1990)? Caso você não saiba, o cineasta manteve contato com Hergé pouco antes do falecimento do quadrinhista belga. Eles estavam prestes a se encontrar para firmar um acordo de adaptação cinematográfica dos álbuns de Tintim pelo diretor de Indiana Jones, mas, infelizmente ocorreu a fatalidade em 3 de março de 1983.

Hergé teria declarado que considerava Spielberg o único diretor capaz de levar sua obra ao cinema. Mas, o que teria acontecido se Tintim chegasse às telonas naquela época? Seria uma animação ou um filme com atores? Qual seria o elenco? E o título? Será que faria sucesso? Sonhar não custa nada...

Animação ou live-action?

Hergé sonhava em levar Tintim para os cinemas através de uma animação feita pelos estúdios de Walt Disney. Porém, a casa do Mickey não mostrou interesse em incluir o repórter a sua fileira de personagens clássicos. Spielberg sempre teve um carinho por animações, tanto é que produziu os nostálgicos "Um Conto Americano" e "Em Busca do Vale Encantado" e ainda cogitou transformar Harry Potter em um longa animado.

Nos anos 80, as chances de um filme com atores reais seriam maiores. Spielberg considerava Tintim um "Indiana Jones para crianças", e a fórmula do sucesso do arqueólogo poderia muito bem ser aproveitada em um longa com o repórter. A história conta, inclusive, que o diretor teria planejado um longa em live-action com Jack Nicholson no papel do Capitão Haddock. Não se sabe quem o cineasta queria para o papel do repórter, mas, com certeza, como Hergé teria dito, "o Tintim (de Spielberg) será sem dúvida outro Tintim, mas será um bom Tintim". Pensando nisso, vamos ao próximo ponto: que ator seria "um bom Tintim"?

O CapitãoHaddock quase foi interpretado por Jack Nicholson
Elenco

Bom, provável que fosse escolhido um ator desconhecido para interpretar o papel principal. Mas, considerando nomes conhecidos que começaram por volta daqueles anos, penso se alguns atores não teriam dado certo no papel de Tintim. Entre eles, Matt Damon ou Leonardo DiCaprio, que vieram a trabalhar com Spielberg, ou meu preferido, River Phoenix, que viveu o jovem Henry Jones Jr em "Indiana Jones e a Última Cruzada" (1989), mas teve uma breve carreira, infelizmente.

Quem seria o melhor Tintim de carne e osso?
Para papéis secundários, teríamos à disposição nomes como Barbra Streisand e Bette Midler, que atuam e cantam, para dar vida e voz a Bianca Castafiore. Bob Hoskins (também pensei em John Cleese) daria um show como a dupla Dupond e Dupont - e sim, o cinema naquela época já tinha tecnologia suficiente para isso. Tanto John Hurt como Ian Holm cairiam muito bem como o Prof. Girassol (eu também pensei no Woody Allen, mas não sei se ele faria, rs). E, a depender do álbum que fosse adaptado, Ben Kingsley encaixaria como uma luva na pele de Rastapopoulos, assim como John Goodman interpretando o Prof. Bergamote (As 7 Bolas de Cristal). Para fechar, os cômicos Joe Pesci e Danny DeVito poderiam disputar os papéis de Serafim Lampião ou do português Oliveira da Figueira.


Qual seria o álbum-título?

Na época, grandes aventuras eram garantia de sucesso nas salas de projeção, então, adaptar a saga "As 7 Bolas de Cristal"/ "O Templo do Sol" seria (e ainda é, diga-se de passagem) uma das melhores opções, assim como "O Caranguejo das Tenazes de Ouro", que tem uma vibe muito Indiana Jones. Se quisesse seguir a linha homem x fera de blockbusters como "Tubarão", "A Ilha Negra" ou "Tintim no Tibete" poderiam ser gratas surpresas para o público.

Com certeza, outros álbuns também dariam grandes clássicos, pois a obra de Hergé tem uma linguagem muito cinematográfica. Se tivesse acontecido - e é uma pena que não aconteceu -, provavelmente algum estúdio estaria agora querendo fazer um reboot ou uma sequência com Tintim mais velho. Mas essa parte deixo por conta de sua imaginação...

Ah, e por último: É claro que isso tudo não passa de uma brincadeira. Mas, especulações à parte, uma coisa seria certeza em um filme de Tintim feito por Spielberg, em qualquer época: a marcante trilha sonora composta pelo gênio John Williams.
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