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sábado, 21 de novembro de 2015

Desenho original de "Tintim no Congo" é arrematado por R$ 3 milhões em Paris

Um desenho original de Hergé para o álbum "Tintin no Congo" foi arrematado por 770.600 euros (algo em torno de 3 milhões de reais) em um leilão realizado neste sábado em Paris.

A arte, feita a lápis e tinta guache, foi criada por Hergé para a versão em álbum de 1937, e estava estimada entre 300 e 500 mil euros.


Também assinado por Hergé, um exemplar da primeira edição de "O Caranguejo das Tenazes de Ouro" (1942) foi vendido por 25.200 euros.

Obras de outros artistas também tiveram êxito, como um trabalho Tardi feita em carvão sobre papel. "A estação suburbana" foi vendido para 125.800 euros, um recorde para o desenhista francês, segundo a casa de leilões Artcurial. Isso é quase o dobro do recorde anterior para uma obra do criador da personagem Adèle Blanc-Sec.

Quadrinistas como Enki Bilal, Hugo Pratt e Carl Barks, criador do Patinhas também fizeram parte do leilão, que registrou uma venda de mais de 2,2 milhões de euros.

Com informações da AFP.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Tintim ganha exposição e novo aplicativo

Será inaugurada amanhã, na Somerset House, em Londres, a mostra Tintin: Hergé's Masterpiece. A exposição, que estará aberta ao público de 12 de novembro a 31 de janeiro de 2016, pretende explorar a evolução da obra-prima de Hergé, desde as primeiras páginas dos jornais até os álbuns mais elaborados. Os visitantes terão acesso a arquivos do Museu Hergé, como esboços a lápis, desenhos de personagens e aquarelas, além de artes originais dos álbuns.

A exposição também revelará mais sobre o homem por trás da obra-prima, abordando o fascínio de Hergé pela arquitetura e design. Réplicas de locações memoráveis dos álbuns de Tintim, como o apartamento do repórter, o cortejo em Chicago (da última página de "Tintim na América") e o Castelo de Moulinsart, um dos cenários favoritos de Hergé, serão exibidos.

Michael Farr, um famoso biógrafo de Hergé, organizou a exposição junto com o Museu Hergé, em Bruxelas. Em entrevista ao The Guardian, o escritor falou sobre o retorno de Tintim a Londres, depois de mais de uma década sem uma grande exposição com o tema: "Não é destinado especialmente aos conhecedores", explicou. "Queremos trazer Tintim para um público totalmente novo".

Segundo o The Guardian, a réplica do castelo demorou quatro meses para ficar pronta;
As últimas das 6.000 telhas individuais foram coladas na semana passada.
Tintim na era digital

O escritor tem a missão de apresentar Tintim para a nova geração. Ele se encarrega ainda de outra tarefa: traduzir Tintim para a era digital em um novo aplicativo. "Você pode aplicar zoom em quadros individuais", revelou. "É maravilhoso. Tintim está vivo!"

A tradução é importante para os tintinófilos de língua inglesa, pois resgatará a originalidade do texto de Hergé. Os tradutores originais "tiveram que fazer cortes", segundo Farr, "e tiveram que tirar os insultos também. Eram livros para crianças dos anos 50 e 60. A minha versão é sem censura".

A digitalização, segundo Farr (à direita - foco na gravata!), permite que algumas das atitudes mais datadas de Hergé sejam colocadas "em seu próprio contexto". No caso de "Tintim no Congo", por exemplo, o aplicativo pode "deixar claro que esta era a visão colonialista dos negros africanos".

Hergé teria gostado da migração de sua obra para o digital, defende Farr. "Ele era um homem muito moderno...", conta o escritor, que teve o prazer de conhecer o criador de Tintim.

Ainda não há informações sobre o lançamento do aplicativo em outros idiomas, mas os álbuns digitais "Tintim no Congo", Tintim na América" e "Os Charutos do Faraó" já estão disponíveis em inglês para iOS, com direito a material extra.

:: Tanto a exposição como o aplicativo certamente fazem parte da iniciativas anunciadas pela Moulinsart para promover Tintim, que não ganha um novo título há quase 40 anos. Também está em desenvolvimento uma série de animação baseada na vida e obra de Hergé. Mais detalhes devem ser divulgados durante o Festival de BD de Angoulême, em janeiro. Por enquanto, saiba mais aqui.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Morre Melissa Mathison, roteirista que apresentou Tintim a Spielberg

Faleceu nesta quarta-feira, 04 de novembro, a roteirista Melissa Mathison, responsável pelo script de "E.T. - O Extraterrestre". Ela tinha 65 anos, e ficou conhecida principalmente pelo seu trabalho ao lado de Steven Spielberg no filme de alienígena com a abordagem sensível e arrebatadora de todos os tempos.

Pra quem não sabe, Melissa foi quem apresentou a Spielberg o primeiro álbum de Tintim que o cineasta teve contato. De acordo com a história que é contada, depois que o diretor lê uma crítica que compara seu primeiro "Indiana Jones" a um tal de "Tintin", fica curioso para saber do que se tratava. Melissa, então esposa de Harrison Ford, havia trabalhado como babá para uma família francesa, para ajudar a pagar seus estudos. Em contato com a família, ela consegue um dos álbuns assinados por Hergé, cuja obra é totalmente desconhecida nos Estados Unidos. Assim, Spielberg recebe de sua colega um exemplar em francês de "O Caranguejo das Pinças de Ouro".

Spielberg, Melissa Mathinson e Harrison Ford
O contato de Spielberg com Tintim o levou a buscar os direitos de adaptação da obra, e uma reunião com Hergé foi agendada. Mas, como sabemos, o artista belga faleceu repentinamente, em 1983. O cineasta não desistiu e, após negociar com a viúva de Hergé, encomendou um roteiro para uma adaptação cinematográfica. Quem foi a responsável por escrevê-lo? Ninguém menos que Melissa Mathison. Entre 1984 e 1985, ela entregou um script em que Tintim enfrentaria comerciantes de marfim na África, aproximando a história do polêmico álbum "Tintim no Congo".

Steven Spielberg aprovou o roteiro, mas algo deu errado. "Por mais que eu tenha amado o roteiro de Melissa, eu não estava certo de que havíamos interpretado Hergé a um grau que seria palatável para os fãs raivosos ao redor do globo", disse ele ao THR, "e eu estava muito envolvido em outros filmes, então deixei a opção solta". Spielberg teria abandado o projeto para se dedicar a "Indiana Jones e a Última Cruzada". Segundo se conta, parte das ideias de Mathinson foram usadas no filme do arqueólogo aventureiro.

O último trabalho da roteirista foi no filme "The BFG", também dirigido por Spielberg e com estreia marcada para 2016. Não sabemos se o Tintim de Melissa Mathison teria sido um sucesso, mas ficamos felizes em saber que, de alguma forma, seu nome está escrito na história de Tintim, eternizado nos créditos de E.T. e na memória dos fãs.
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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Netflix REDUBLA série de Tintim

Foram semanas de espera. Os fãs estavam ansiosos pela possibilidade de rever Tintim na telinha - seja da TV ou de seus computadores, tablets, smartphones... A expectativa pela estreia da série "As Aventuras de Tintim" no serviço de streaming Netflix era alta, afinal, o desenho animado da Nelvana baseado nos quadrinhos de Hergé não é exibido atualmente por nenhuma emissora de TV. Até mesmo os episódios em DVD já esgotaram há anos, deixando os tintinófilos brasileiros sem muita opção.


O dia 1° de novembro chegou e, para surpresa dos fãs, só uma das três temporadas estava disponível. Até aí tudo bem, a segunda chegou no dia seguinte, e a terceira deve chegar logo, logo. Há aqueles que queriam assistir pela primeira vez a série no idioma original de Tintim, o francês. Mas, infelizmente, a opção não está disponível; os áudios são em inglês, espanhol e português. Você poderia dizer que OK, sem grandes problemas até aqui. Até apertar o play e descobrir que a série foi redublada.

Veja um trecho da série redublada abaixo!

A Netflix disponibilizou uma versão remasterizada em HD da série, o que é ótimo. Mas jogou fora uma das características mais marcantes da produção da Nelvana: a dublagem clássica. Feita pelos estúdios Herbert Richers no início dos anos 1990, a versão brasileira contava com as vozes de Oberdan Junior (Tintim), Isaac Bardavid (Capitão Haddock) e Orlando Drummond (Prof. Girassol), só para citar alguns. Mas, para o assinante Netflix e os futuros fãs que talvez venham a conhecer a série através do serviço, isso não existe mais. O que restou? Confira:

Gravei um trecho de um episódio de Tintim disponível na Netflix, só pra vocês terem uma noção de como está péssima a...
Posted by Tintim por Tintim on Domingo, 1 de novembro de 2015

Agora, a opção com áudio em português conta com uma dublagem que, além de descaracterizar totalmente os personagens com vozes que simplesmente não se encaixam, incomoda por ser de má qualidade. Que me perdoem os envolvidos, mas a interpretação não é nada boa, e parece que não tiveram o mínimo cuidado de escutar a versão original ou fazer uma pesquisa básica para saber a pronúncia correta dos nomes de alguns lugares e personagens - pra você ter uma noção, Tintim chama o Capitão de "Raddock", o pirata Rackham de "Récam", e por aí vai...

Vários leitores deixaram comentários nas redes sociais reprovando a atitude da Netflix. Fãs sugerem a criação de um abaixo-assinado para tentar reverter a situação. Não é só uma questão de ficarmos chateados por terem mudado os dubladores clássicos. Isso é um problema, sem dúvida alguma, pois somos fãs daquelas vozes. Mas pior ainda é a baixa qualidade da dublagem atual. Em resposta a um tweet do Tintim por Tintim, a empresa tentou justificar a situação:

A justificativa é questionável, tendo em vista que "As Aventuras de Tintim" sempre foi transmitida no Brasil com a dublagem original (mesmo com a falência do Herbert Richers). Inclusive, de acordo com fãs, o desenho está disponível em serviços como a Claro Vídeo e NET NOW com a mesma dublagem que ouvimos nos tempos de TV Cultura. Então, será que foi o 'estúdio' citado que redublou a série? Não sabemos, de fato.

Por enquanto, o impasse continua. Com certeza podemos conseguir outras formas de assistir à série com a dublagem original (eu mesmo, assim como muita gente, tenho o box, que já está esgotado no Brasil há alguns anos). Mas, como clientes, temos o direito de exigir um serviço de qualidade, e esta redublagem está longe disso.
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