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domingo, 27 de abril de 2014

"The Adventures of Hergé": vale a pena ler?

Eu nunca tinha lido uma biografia de Hergé, o criador de Tintim. O motivo é simples: sempre me interessei mais pela obra do que pela vida pessoal do autor. Mas chega um momento, quando você vê sua prateleira completa com os álbuns da série (e mais além), que se torna necessário saber mais sobre os elementos externos que influenciaram na criação dessas aventuras e personagens tão queridos. Então, visando unir o útil ao agradável, comprei o livro "The Adventures of Hergé", edição da canadense Drawn & Quarterly, com texto de Jose-Louis Bocquet e Jean-Luc Fromental e desenhos de Stanislas Barthelemy. Se vale a pena? Leia a seguir as impressões do TPT e decida.


Quantas biografias em quadrinhos você conhece? Para homenagear o pai da linha clara, o desenhista Stanislas utilizou o estilo criado por Hergé para retratar sua própria história. Em capa dura, o livro segue os passos dos álbuns clássicos de Tintim ao apresentar nos versos da capa e contra-capa uma galeria com os personagens que aparecem ao longo da narrativa. Este, sem dúvida alguma, foi um grande acerto. Mas contar um relato de quase setenta anos de uma vida cheia de altos e baixos pode não ser tão simples, principalmente quando se trata de uma obra de apenas 70 páginas.

O conteúdo


A história é contada de maneira episódica, com intervalos de anos entre um acontecimento e outro. Basicamente, revela os pontos altos da vida e carreira de Hergé - como sua juventude entre os escoteiros, quando o jovem Remi tinha dúvidas sobre que profissão seguir; seu início no Le Vingtième Siècle e a influência do padre Norbert Wallez nos primeiros álbuns; a amizade com o chinês Zhang Chongren e o casamento com Germaine Kieckens; a acusação de colaboracionismo durante a ocupação nazista; a crise conjugal e o relacionamento com Fanny Vlamynck; o repentino amor à arte moderna, que o leva ao famoso encontro com Andy Warhol; a depressão e a consequente crise criativa que o impediu de escrever Tintim em um momento que outras obras, como Asterix, se consolidavam mundo a fora. Até a negociação para um filme com Steven Spielberg é assunto nas últimas páginas.


Georges Remi é retratado como o que ele foi: um homem imperfeito como todos nós. Cheio de defeitos, o pai de Tintim também cometeu inúmeros erros. Traiu, foi injusto, orgulhoso, supersticioso. Mas foi também um amigo fiel e generoso, um visionário, um gênio muitas vezes incompreendido. Como tem a pretensão de ser uma "aventura", o texto toma lá suas liberdades poéticas, incluindo alguns pontos que não necessariamente aconteceram daquela forma - a criação de Tintim que o diga. A narrativa leva até o último dia da vida de Hergé, que é retratado de forma sensível; sem dúvidas uma bela metáfora.

Ler ou não ler?


Você com certeza vai descobrir coisas que talvez nem imaginasse. Por exemplo, qual o mistério envolvendo a origem de Hergé? Você sabia que a viúva de Hergé, que era décadas mais jovem que ele, na verdade foi sua amante durante anos? E que o autor passou a visitar sua ex-esposa, Germaine, nos últimos anos de sua vida? Eu não conhecia a fundo alguns desses detalhes da vida pessoal de Georges Remi. Mas foi justamente aí que achei um ponto fraco: Bocquet e Fromental fazem bem em trazer estes temas à tona, mas poderiam ter se aprofundado mais.

Faltou revelar algo mais sobre os bastidores dos álbuns, como foi bem feito no caso de "Perdidos no Mar", e apresentar melhor alguns personagens importantes, como colaboradores e amigos do autor - que entraram e saíam de cena sem uma introdução digna. Este fato, aliás, tenta ser compensado pelas mini-biografias dos personagens, que ocupam as últimas páginas do livro. Um recurso eficaz - já que é possível conhecer melhor as figuras que cruzaram o caminho de Hergé - mas que poderia ser melhor explorado.


Por esses e outros motivos, a biografia em quadrinhos é recomendável para quem já conhece o mínimo sobre a vida de Hergé. Para iniciantes, pode ser um tanto frustrante, justamente pelas lacunas que acaba deixando entre um episódio e outro. Talvez seja assim também para quem é expert no assunto, que com certeza sentirá falta de detalhes importantes sobre a vida e a carreira do pai de Tintim.

Se "The Adventures of Hergé" tem algum mérito, o maior deles é deixar o leitor com água na boca para saber mais sobre a história de Georges Prosper Remi. Caso essa tenha sido a intenção dos autores, o objetivo foi cumprido. Quem ler não vai querer parar por ali. E eu sei bem do que estou falando.

:: Em tempo: O site da editora disponibilizou online as primeiras páginas do livro. Clique aqui para ler as primeiras seis páginas.
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domingo, 13 de abril de 2014

"Le Thermozéro": Entrevista com colaborador de Hergé sobre o álbum inédito

Em 2007, durante as celebrações do centenário de Hergé, Jacques Martin, antigo amigo e colaborador do pai de Tintim, deu uma entrevista à revista Lire. Na conversa com Christophe Fumeux, Martin revelou ao grande público a história por trás de um álbum inacabado de Hergé, "Tintin et le Thermozéro", que teria cerca de cinquenta páginas de esboços e um roteiro completo.


CF: Sr. Martin, poderia nos dar alguns detalhes sobre esta revelação e por que nunca falou sobre isso antes?

JM: Porque você nunca me perguntou! (risos) Eu já luto para me fazer entender quando explico que os colaboradores de Hergé foram muito importantes no processo de criação dos álbuns de Tintim... Imagine a dificuldade para falar de um álbum que ninguém conhecia (risos)! Originalmente, Greg propôs a Hergé um roteiro, chamado mais tarde de 'Thermozéro', e sobre o qual eu trabalhei por algumas semanas. Hergé estava sem inspiração naquela época [por volta de 1958-1959], e Greg conseguiu convencê-lo a propor um roteiro de Tintim "sob medida". Eu não me lembro exatamente o valor do contrato, mas, na época, parecia muito caro... realmente exorbitante. Mas ao ler, Hergé achou que esse roteiro era muito mecânico (...).

Sobre o enredo e o estilo de narrativa adotado por Greg, Jacques Martin explicou: "Basicamente, o roteiro girava em torno de uma trama cômica com muitas variações: os bandidos se encontram em algum lugar em uma estrada da Normandia. Eles descobrem por acaso uma garrafa térmica de café - obviamente abandonada - onde há uma bomba atômica em miniatura. Um acidente de carro é a oportunidade para que Tintim e Haddock entrem em seu caminho... Obviamente, o uso inadequado desta garrafa dá origem a mal-entendidos, a eventos cômicos e à repetição um pouco similar à cena do esparadrapo no 'Caso Girassol'..."


Martin conta que "Hergé achou muito repetitivo e não estava realmente convencido. Então, ele pediu para eu trabalhar sobre o roteiro". O trabalho de revisão foi realizado junto com outros dois colaboradores, Bob de Moor e Roger Leloup. "Evoluí consideravelmente, sobre uma pilha de páginas e esboços", revela. Mas segundo Martin, Hergé deixou o projeto para trás para embarcar em outra aventura. Ao contrário do que alguns sites já declararam, que o próximo álbum seria "As Jóias da Castafiore", Martin foi categórico em afirmar que o próximo trabalho do autor seria "Tintim no Tibete".

CF: Houve um debate entre os colaboradores do estúdio? Alguns argumentam que Bob de Moor e você continuariam este projeto enquanto Baudoin Van den Branden e Hergé eram contra...

JM: Bandoin Van den Branden não estava envolvido neste tipo de caso, não era sua função, ele era o secretário de Hergé, encarregado de sua correspondência e seus negócios correntes, e nunca interferiu na criação de histórias (...) Mas no fundo, me incomodou um pouco o fato de Hergé ter abandonado esta história, mesmo depois de eu ter evoluído consideravelmente a partir do projeto de Greg. Mas, infelizmente, não houve debate real sobre o assunto. Hergé me pediu alguns dias para refletir, então ele veio em meu escritório e disse: 'ok, eu desisto, isso não é bom, é Charlie Chaplin, não Tintim...!' E nunca mais tocou no assunto.


CF: E para você, era bom ou não?

JM: Não era ruim, havia coisas boas, ele tinha material para fazer um bom álbum... Mas ao meu ver, seria um álbum muito próximo de 'O Caso Girassol', com uma atmosfera de Guerra Fria, de espionagem e esta bomba que ameaça explodir a qualquer momento -sem jamais explodir, é claro - mas que servia de alívio cômico. Nós poderíamos ter feito interessante deste roteiro... Havia partes boas. Você vai ver um dia, se decidirem editá-lo.

CF: É verdade o que Jérome Dupuis afirmou à revista Lire, que você posteriormente trabalhou na adaptação desta história de Tintim para um longa-metragem que se passaria no Canadá?

JM: Ah, não! Isso é completamente falso! ... Não, não, esse projeto foi definitivamente abandonado em 1960. Além disso, não acredito que houve algum projeto de filme com este roteiro...

:: Sobre Jacques Martin:

Nascido na França em 1921, Martin criou sua primeira história em quadrinhos (bande dessinée) em 1942. No fim da Segunda Guerra Mundial, em 1946, ele viajou para a Bélgica em busca de um editor para suas criações. Foi lá que conheceu Hergé, com quem passou a colaborar nos álbuns de Tintim, como "Tintim no Tibete" e "Perdidos no Mar". Em 1948 criou "Alix", sua principal obra, que fez sua estreia na revista Tintin. Jacques Martin faleceu em 2010, deixando cerca de 120 álbuns publicados.
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sábado, 5 de abril de 2014

Aviso importante aos fãs do TPT no Facebook

O Facebook "é gratuito e sempre será". Pelo menos é nisso que a rede de Mark Zuckerberg quer que você acredite. Em certo sentido não deixa de ser verdade, pois o usuário não precisa pagar para tirar proveito dos benefícios da rede social. Pelo menos o usuário comum, que normalmente mantém um perfil para compartilhar, curtir, comentar e bater papo. Para os administradores de páginas, como a do Tintim por Tintim, o cerco vem se fechando. Não que estejam cobrando algum valor de nós, pelo contrário, ainda é possível manter uma página gratuitamente. Mas existe uma pressão velada para que os donos de páginas paguem para ter suas publicações divulgadas para os próprios fãs e mais algumas pessoas.

A cada dia que passa o Facebook vem diminuindo o alcance que as publicações das páginas têm entre seus seguidores. Com isso, você deixa de receber todas as postagens publicadas por um página que curtiu para dar lugar a coisas "do seu interesse" em seu feed de notícias. E entre estas coisas estão vários posts patrocinados, que não necessariamente são aquilo que você quer ver. Para os administradores de páginas, resta se contentar com um percentual mínimo de alcance do seu público (que para o TPT às vezes significa ter menos de 300 pessoas - dentre mais de 2.000 - visualizando uma postagem) ou pagar para "impulsionar" a publicação, como é sugerido por um conveniente botão embaixo de cada post.

Como receber todas as atualizações do Tintim por Tintim no Facebook


O Tintim por Tintim não tem fins lucrativos, por isso, promover a página no Facebook não está na minha lista de prioridades. Mas não queremos que as atualizações da página (e do blog) deixem de ser vistas por cada um de vocês, não é mesmo? Então fica a dica para quem não quiser deixar nada escapar: acesse a página, clique no botão "Curtiu" e em seguida na opção "Obter notificações". A partir daí, todo conteúdo publicado pela página (l00% livre de spams) aparecerá em sua página principal do Facebook.



Se você não tem Facebook, ainda pode seguir o TPT no Twitter (@Britto_TPT) ou, se preferir, receber todas as atualizações do blog direto em seu e-mail, fazendo um rápido cadastro através barra à direita. 
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