quinta-feira, 22 de maio de 2014

Fatos em Fotos: Os amores de Hergé

Nos 107 anos de Hergé, o TPT resolveu lembrar do criador de Tintim de uma forma diferente. Sempre se fala sobre vida e da obra do gênio dos quadrinhos belga, mas muito pouco se sabe sobre os amores que ele viveu. Então, que tal conhecer um pouco sobre as mulheres que Georges Remi amou? Clique nas fotos para ampliá-las.


Em toda sua vida, Georges Remi viveu bem mais de um romance. O cartunista teve sua primeira namoradinha ainda jovem. Ela atendia pelo nome de Marie-Louise van Custem. Seu apelido, uma abreviação de seu primeiro nome, teria sido uma das inspirações para o nome do cachorro de Tintim, Milou (saiba mais aqui). Teria sido esta a primeira prova de amor do jovem Hergé?


Germaine Kieckens foi a primeira esposa de Hergé. Nascida em 1906, ela trabalhava como secretária do padre Norbert Wallez, chefe de Hergé no Le Vingtième Siécle, jornal que apresentou Tintim ao mundo. Foi ela quem assinou como Milu nas primeiras cópias autografadas do álbum "Tintim no País dos Sovietes", enquanto Hergé autografava como Tintim.

Apesar do interesse do jovem Remi, a elegante ruiva nunca escondeu sua queda por homens mais velhos - supostamente pelo próprio chefe, que a inspirava. Germaine só cedeu aos encantos de Hergé depois de anos de convivência, quando o padre Wallez incentivou seus jovens empregados a se casar. Com isso, a união de Georges e Germaine foi sacramentada em 1932.

Mais tarde, Germaine chegou a confessar que nunca foi louca de amores por Georges. E parece que, pelo menos com o tempo, a recíproca se tornou verdadeira, pois Hergé passou a ter vários casos extraconjugais. Durante um longo período que o marido passou longe de casa e do trabalho, Germaine pediu que ele voltasse, se não por ela, por Tintim.

Apesar do divórcio, Hergé voltou a ter contato com Germaine Kieckens nos últimos anos de sua vida. Os dois se viam semanalmente, e cultivaram uma amizade digna dos anos de convivência. Germaine morreu em 1995.

Um daqueles casos extraconjugais despertou novamente o amor do já não tão jovem cartunista. Fanny Vlamynck, que foi colorista dos Studios Hergé, sempre foi ma mulher muito bonita, chegando a ser comparada com a atriz Greta Garbo. O relacionamento com Hergé começou no mesmo ano de sua contratação, 1956. Porém, este não foi um simples affair. Foi com ela que Georges Remi se casou em 1977, e com ela que ficou junto até sua morte, em 1983.


Quase três décadas mais nova que seu primeiro marido (ela nasceu em 1934), Fanny se tornou viúva com quase 50 anos. Hoje, ela administra o espólio de Hergé ao lado de Nick Rodwell, com quem se casou em 1993. Assim como as outras mulheres que passaram pela vida do pai de Tintim, Fanny não teve filhos. Infelizmente.
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Um comentário:

  1. Sou português e gosto bastante do site que costumo consultar. Sugeria que aqui neste site (ou noutro espaço na internet) colocassem pastiches e outras brincadeiras feitas no Brasil sobre as personagens de Hergé. Não costumo procurar mas encontrei esta: http://omelete.uol.com.br/galeria/omeletv/tintim-omeletv-157/ A força das personagens também s materializa neste aproveitamento.

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