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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Fatos em Fotos: Hergé e a captura de movimentos


Como a arte consegue transmitir a sensação de vida? Até os mais famosos artistas plásticos tiveram modelos para inspirar suas pinturas e esculturas. O cinema tem utilizado técnicas cada vez mais modernas para dar vida aos personagens. Walt Disney fez isso com Branca de Neve e alguns de seus clássicos; Peter Jackson foi mais além em "King Kong", "As Aventuras de Tintim" e outros blockbusters. Mas, o que dizer do pai de Tintim? Fotos dos Studios Hergé revelam que o cartunista também utilizou, embora por poucas vezes, modelos reais para desenhar movimentos mais incomuns de seus personagens.

Hergé usou como modelos os próprios colaboradores do estúdio, como Jacques Martin e Bob De Moor. Chegou também a basear seus desenhos em Edgar P. Jacobs e até no jardineiro de sua propriedade no campo. Ele mesmo fotografava as cenas que mais tarde se transformaram em esboços para, por fim, ganhar vida nas páginas dos álbuns como conhecemos hoje. Isso foi feito em "Voo 714 para Sydney", como pode ser visto nas fotos a seguir.


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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

As 7 Bolas de Cristal: 70 anos

No dia 16 de dezembro de 1943, começava a ser publicada por Hergé uma de suas aventuras mais célebres: "As 7 Bolas de Cristal". Lançada em preto e branco no jornal Le Soir, a primeira tirinha anunciava a chegada da exposição Sanders-Hardmuth à Europa, junto com a múmia de Rascar Capac. Ao longo das tirinhas diárias, o leitor foi descobrindo junto com Tintim e seus amigos um misterioso caso envolvendo a descoberta do artefato inca, que levaria ao resgate do Prof. Girassol no álbum seguinte, "O Templo do Sol".

Primeira tirinha de "As 7 Bolas de Cristal", publicada há 70 anos.

A publicação da história foi interrompida em 2 de setembro de 1944, devido às investigações sobre o suposto colaboracionismo praticado por Hergé durante a Segunda Guerra. Em 26 de setembro de 1946, Hergé deu continuidade à aventura nas páginas da revista Tintin, agora em cores. A primeira versão em álbum foi publicada em 1948, pela Casterman.

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domingo, 15 de dezembro de 2013

Criações de Hergé: Joana, João e o macaco Simão

Aventuras de Joana, João e do Macaco Simão (Jo, Zette et Jocko) foi uma série publicada por Hergé na revista francesa Cœurs Vaillants pela primeira vez em 1936, e mais tarde em formato álbum, com 54 páginas, pela Casterman. Ao contrário de suas outras obras, a ideia de criar o casal de irmãos e seu mascote primata não partiu de Hergé, mas sim de uma demanda do semanário católico, que pretendia difundir os valores da família de uma forma que o já famoso repórter não poderia - afinal, Tintim não tinha nada que o ligasse a uma vida "normal".

"A série de João e Joana me foi solicitada pelos diretores da revista Cœurs Vaillants", afirmou Hergé em entrevista a Patrice Hamel e Benoît Peeters nos Studios Hergé, em 29 de abril de 1977. "Eles me disseram: 'Nós gostamos de Tintim, mas vamos lá, ele não tem pais, não vai à escola, ele não tem como ganhar a vida. Você não poderia criar uma série do mesmo gênero, mas onde o herói teria um pai e uma mãe e um cãozinho ou um gatinho, etc.?' E foi assim que fui levado a criar Joana, João e o macaco Simão."

A série

João e Joana são dois simpáticos irmãos que andam sempre acompanhados de Simão, um inteligente animal de estimação. Na época, Hergé estava fazendo um trabalho publicitário para uma empresa de brinquedos, por isso tinha vários em casa para se inspirar. Entre eles estava um chimpanzé chamado Jocko, daí a escolha do bichinho. Este, aliás, talvez tenha sido o único atalho para Hergé fugir do convencional, já que ele escolheu dar aos meninos um animal menos clichê que um gato ou cachorro.

Juntos, os três vivem aventuras comparáveis às de Tintim, enfrentando vilões ao redor do mundo, no fundo do mar e até no ar. A grande diferença com o ruivinho é a presença dos pais das crianças, que têm pelo menos uma pequena participação em cada episódio. A mãe é uma dona de casa sempre preocupada com as peripécias das crianças. O pai, James Legrand, é um grande engenheiro, que domina desde o campo da aeronáutica até o da construção de pontes.


Sobre a criação da família Legrand, Hergé explicou a Numa Sadoul, na entrevista que resultou no livro "Tintin et moi": "Foi preciso antes de mais nada arranjar uma profissão para o pai, uma profissão que o fizesse viajar: muito bem, engenheiro serviria bem". O autor também revelou porque heróis com família não são muito viáveis: "Era preciso fazer a família toda viajar: era cansativo!"

Uma característica marcante da série é a comédia, evidente em personagens como Marajá de Gopal ("O Vale das Cobras"), uma figura tão egocêntrica e autoritária que ultrapassa a infantilidade. O leitor também pode ter alguns momentos de riso com as peripécias do esperto macaquinho. O altruísmo, o "fazer o bem sem olhar a quem", é marca registrada da dupla de protagonistas, João e Joana, que não abre mão de ajudar a quem precisa, mesmo que este não mereça.

Publicação

A série estreou na Cœurs Vaillants, revista francesa que já publicava as aventuras de Tintim, em 19 de janeiro de 1936. Era publicada em duas cores: vermelho e branco. Alguns meses depois, chegou ao Le Petit Vingtième. A partir de 1955, começou a ser publicada na revista Tintin francesa, quando foram feitas importantes reformulações no desenho e na coloração das histórias.

As três aventuras de Joana, João e do macaco Simão foram editadas pela Casterman em cinco álbuns. "O Raio Misterioso" foi dividido dois episódios ("O 'Manitoba' não Responde" e "A Erupção do Karamako"), assim como "A Estratonave H. 22" ("O Testamento do Sr. Pump" e "Destino Nova Iorque"). O último título, "O Vale das Cobras", teve colaboração de Jacques Martin, assistente de Hergé, que fez um trabalho bastante caprichado na revisão das ilustrações, deixando o resultado final superior aos anteriores. Em 2012, a Casterman reuniu todos os episódios em um só volume, intitulado "Les Aventures de Jo, Zette e Jocko".

A primeira publicação em português aconteceu em Portugal, na revista Zorro n.º 89, de 20 de julho de 1964. Entre 1981 e 1982, a editora Verbo publicou os cinco álbuns, reeditados mais tarde entre 1997 e 2000. É apenas a essas edições que os falantes da língua portuguesa têm acesso, já que a série nunca chegou a ser publicada no Brasil.

O Fim

O que teria levado Hergé a deixar do projeto, após apenas três aventuras? "Eu nunca fiquei muito à vontade nesta série", afirmou o autor em 1977.  "Na vida, todo mundo tem pais. E os pais naturalmente ficam preocupados se seus filhos resolvem fugir. Pense na frase de Jules Renard: 'Nem toda a gente pode ser órfã'. Que sorte de Tintim, ele é um órfão, tão livre... Por esta razão eu tive que abandonar Joana e João, porque isso me incomodava terrivelmente, os pais chorando o tempo todo à procura de seus filhos em toda parte. Esses personagens não têm a liberdade total que Tintim dispõe".


No início da década de 60, Hergé voltou a se interessar pela série, cujo último álbum, "O Vale das Cobras", havia sido publicado em 1957. Assim, pediu ao seu colaborador Bob de Moor que transformasse o argumento de 'Tintin et le Thermozéro', originalmente concebido por Michel Greg, numa história da série Jo, Zette e Jocko, que se chamaria simplesmente "Le Thermozéro". O projeto não seguiu em frente porque De Moor teve que ajudar Hergé a atualizar o álbum "A Ilha Negra". Depois disso, o pai de Tintim nunca voltou a tocar em Joana, João e o macaco Simão.
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Peter Jackson confirma 'Tintim 2' após trilogia 'O Hobbit'

Depois de meses sem uma palavra dos cineastas Steven Spielberg e Peter Jackson sobre a continuação de "As Aventuras de Tintim" (2011), o cineasta responsável pela produção do primeiro longa finalmente confirmou que o projeto ainda vive. Durante a première europeia de "O Hobbit: A Desolação de Smaug" em Berlim, Jackson afirmou ao site italiano BadTaste que 'Tintim 2' não foi esquecido.

"Assim que eu estiver livre de 'O Hobbit', volto a fazer 'Tintim'", afirmou o diretor. "O projeto foi atrasado por causa de 'O Hobbit', mas temos todas as intenções de realizar outro longa. Só estamos esperando que eu termine com os filmes de 'O Hobbit' para finalmente poder voltar a Tintim", concluiu Jackson, que pode ser visto dizendo estas palavras no vídeo abaixo.




Até o momento, sabemos apenas que o Professor Girassol está confirmado no próximo filme, que terá roteiro de Anthony Horowitz e produção de Steven Spielberg. O álbum que serve de base para o enredo ainda não foi oficializado, apesar de alguns sites já darem como certo que será "O Templo do Sol".
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sábado, 7 de dezembro de 2013

#Tintin2054: Nick Rodwell em debate sobre novo álbum de Tintim

Nas últimas semanas virou assunto entre tintinófilos do mundo todo o "anúncio" de um possível novo álbum de Tintim até 2052, quando a obra de Hergé entra em domínio público. O assunto divide opiniões, por isso foi escolhido como um dos temas do programa de debates "Ce soir (ou jamais)" (Esta noite ou nunca), apresentado pela TV France 2 no último dia 06 de dezembro. Estavam presentes, entre jornalistas e especialistas em direito, o diretor do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême (FIBD), Franck Bondoux, e o administrador da Moulinsart S.A., Nick Rodwell, que falou sobre sua polêmica declaração.


O debate girou em torno da possibilidade de uma obra, seja ela do cinema ou da literatura, continuar após a morte de seu criador. James Bond e Spirou estiveram entre os assuntos da conversa, com destaque para "Asterix e os Pictos", novo álbum do gaulês que vem fazendo sucesso mesmo sem seus criadores originais. Seria esta uma evidência a favor do novo álbum de Tintim?

"Por que não?", disse Rodwell. "Mas eu não sou nem o editor, que é a Casterman, nem o detentor dos direitos autorais, que é minha esposa Fanny [Rodwell, viúva de Hergé]". Esquivando-se da responsabilidade de uma decisão tão importante, ele reafirmou seu interesse em proteger e promover a obra de Hergé, explicando que este é o objetivo de estender o direitos autorais. "Tenho protegido e promovido Tintim por vinte e cinco anos, e estou sendo criticado por isso", declarou.

Ao falar sobre a adaptação cinematográfica de Steven Spielberg, que também dividiu opiniões, Rodwell defendeu: "Se eu sentir que é bom para a proteção da obra, eu faço. Foi por isso que fizemos o filme. Tivemos uma escolha de ficar no gueto franco-belga ou ir para Hollywood para ser mais global". Falando nisso, a sequência a ser dirigida por Peter Jackson foi apenas mencionada, e Rodwell destacou o efeito positivo dos filmes sobre as vendas de Tintim.

Em resumo, não tivemos uma resposta definitiva à questão principal, afinal, "foi o desejo de Hergé: nada de novos álbuns após sua morte", como explicou Nick RodwelSe haverá realmente um novo álbum até 2052? "Meu papel é proteger e promover", repetiu (mais uma vez).

O programa (em francês) pode ser visto na íntegra neste link.

O debate continua

Franck Bondoux convidou o público a continuar o debate durante o 41º FIBD, que acontecerá entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2014. "Em Angoulême, notamos uma mudança muito profunda nos padrões de consumo dos quadrinhos", afirmou Bondoux. "Sabemos que Hergé reformulou e modernizou alguns de seus álbuns com seu estúdio. [...] Uma obra não vive sozinha", concluiu.

Para esquentar o debate, a organização do Festival de Angoulême criou um site dedicado à possível continuação das histórias de Tintim (Tintin: La suite?), com espaço para comentários dos leitores. Duas enquetes mostram que o público está bem dividido (até o momento desta postagem), porém há uma pequena margem favorável a uma nova aventura antes de 2054 (mas não era 2052?). Também foi criada a hashtag para quem quiser comentar sobre o assunto nas redes sociais. Para sua mensagem do Twitter aparecer no site, é só acrescentar #Tintin2054.

O Twitter oficial da Moulinsart postou a sugestiva frase de Jean Jaurès: "A história humana é um esforço incessante de invenção, e a perpétua evolução é uma perpétua criação".

Tudo isso cheira a uma forte ação de marketing, às vésperas dos 85 anos de Tintim. Nick Rodwell desconversa, mas não se espante se, muito em breve, formos surpreendidos com o anúncio deste esperado e controverso novo álbum.
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