COLEÇÃO DE FIGURAS DE TINTIM FINALMENTE NO BRASIL

Todos os detalhes do lançamento da Planeta DeAgostini

ÁLBUNS DE TINTIM EM PRETO-E-BRANCO CHEGAM AO BRASIL

Globo Livros lança réplicas das versões originais de Tintim

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Série inédita baseada em "O Lótus Azul" é transmitida no rádio

PELA PRIMEIRA VEZ EM CORES

Veja a capa da nova edição de "No País dos Sovietes"

AS ATADURAS DE TINTIN

Infográfico reúne todas as pancadas que Tintim já levou

TPT ENTREVISTA ISAAC BARDAVID

Assista o bate-papo com o dublador do Capitão Haddock

TPT ENTREVISTA O PRIMEIRO TINTIM DO CINEMA

Jean-Pierre Talbot fala tudo sobre os únicos filmes de Tintim com atores reais

70 ANOS DO JOURNAL TINTIN

Publicações e eventos marcam o aniversário da revista

TPT ENTREVISTA O DUBLADOR DE TINTIM

Oberdan Jr conversa com o blog em vídeo de duas partes. Confira!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

TPT Recomenda: As Diabruras de Quick e Flupke

Já está disponível nas melhores livrarias do país o livro As Diabruras de Quick e Flupke, novo lançamento da Globo Livros Graphics, selo da editora Globo dedicado a graphic novels. A dupla de meninos marotos foi criada por Hergé em janeiro de 1930 no Le Petit Vingtième, o mesmo suplemento que lançou a obra mais conhecida do cartunista, e agora faz sua estreia no Brasil em uma edição de encher os olhos.

Com capa dura e mais de 180 páginas, o livro tem acabamento de alta qualidade (veja à esquerda a comparação com dois álbuns de Tintim). A tradução de André Telles manteve os nomes próprios originais intocados, mostrando assim que o ingresso dos personagens no país desconsidera qualquer publicação anterior em língua portuguesa - para quem não sabe, Quick e Flupke já foram publicados como 'Quim e Filipe' e 'Trovão e Relâmpago' em Portugal (saiba mais aqui).

As peripécias de Quick e Flupke acontecem sempre em duas páginas, marcadas por situações cotidianas dos dois garotos em um bairro real de Bruxelas, Marolles (que não chega a ser citado). O conteúdo das historinhas vai da comédia pastelão ao humor nonsense, abordando até mesmo assuntos como drogas e bullying - de forma muito sutil, é claro. Hergé criou uma série dinâmica para o seu tempo, quando as tirinhas já estavam se tornando comuns na Europa. Apesar das décadas, a leitura ainda hoje é daquelas que você começa e não quer mais parar - e dá pra começar de qualquer página... ou de trás pra frente, como eu fiz.

Através das historinhas, a dupla de protagonistas vai se revelando: Quick, o moreno de boina, é um garoto corajoso mas muitas vezes ingênuo, que vez por outra acaba pagando pelo que não fez; Flupke, o loirinho, mais novo porém menos inocente, é dono de ideias mirabolantes e quase sempre mete o melhor amigo em grandes enrascadas. O Agente 15 é outra figura recorrente. Quase um primo dos Dupondt, na aparência e nas atitudes, vê seu lado criança colocado à prova pelos garotos - que às vezes agem com boas intenções. O representante da lei revela-se uma metáfora à superioridade dos adultos, ridicularizados pela ignorância e infantilidade, tão comuns desde os tempos de Hergé.

Nesta primeira parte das 'obras completas de Quick e Flupke', conhecemos um pouco da família (pgs. 19 e 106) e da rotina dos meninos, e descobrimos que a infância dos tempos de Hergé não era muito diferente de pouco mais de uma década atrás, quando a tecnologia ainda não havia substituído as travessuras e brincadeiras de rua. Não tem como não se identificar com o dilema de fazer o dever de casa ou brincar um pouco mais com os amigos (pgs. 8 e 16), ou com o desespero que dá quando você faz uma trapalhada para encobrir outra (pgs. 42 e 136). Que menino nessa idade nunca teve problemas com garotos mais velhos? No caso desses aqui, o cérebro vence a força física (pg. 36). Ah, fosse fácil assim...

Apesar de ter sido publicada em um semanário católico, a série não busca pregar lições de moral. Contudo, é inevitável notar os ensinamentos - às avessas - em HQs como "Quick é pacifista" (pg. 142) e "Caridade evangélica" (pg. 166), ou a mensagem de "O aviso" (pg. 84), uma crítica aos adultos que insistem em não escutar às crianças. Hergé usa um "Drama sem palavras" (pg. 140) para tratar de um tema delicado de ser abordado com crianças até hoje: drogas. Tudo isso sem deixar o humor, a principal combustível da obra, de lado. E como não poderia faltar, claro, há pelo menos uma referência a Tintim (pg. 96), sem contar a pontinha na capa.

Para não dizer que este é um lançamento perfeito, a edição de "As Diabruras de Quick e Flupke" peca por não trazer nenhum material adicional. Se o objetivo não é vender apenas para fãs e colecionadores, que já conhecem o histórico da série, seria obrigatório apresentar ao público brasileiro um pouco da relevância da obra na história da banda desenhada europeia - só para citar, a cidade de Bruxelas, Bélgica, possui pelo menos dois monumentos dedicados à série (veja aqui e aqui). Outra oportunidade de melhoria se encontra na disposição das HQs, que não seguem a ordem cronológica de publicação original, o que pode ser percebido pelo estilo do desenho, que ainda engatinha em algumas páginas. Estas pequenas falhas podem ser atribuídas aos editores originais (Casterman/Moulinsart), mas não tiram o brilho da publicação. Ainda assim, ficam registradas as dicas para o próximo volume, já previsto para o segundo semestre de 2014.

"As Diabruras de Quick e Flupke" vale o preço que custa (R$ 39,90). É leitura recomendada para adultos e crianças. Lembra àqueles e ensina a estes que a infância precisa ser vivida, e a vida não se resume a uma tela de computador.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Leilão reúne artigos curiosos de Tintim

A casa de leilões Piasa realizará no próximo dia 1º de dezembro mais um leilão de artigos relacionados à obra de Hergé. Dessa vez não é a quantidade de itens e os valores estimados que chama atenção, mas o fato de alguns objetos originais inéditos - e outros muito curiosos - estarem à venda. Entre eles estão, como sempre, edições antigas dos álbuns de Tintim, pôsteres dos primeiros filmes, figuras em resina, quebra-cabeças, medalhas, relógios, cartões esboços e esculturas dos personagens da série.

Figuram entre os itens mais curiosos um jarro de porcelana estampado com um desenho do submarino do prof. Girassol (avaliado entre 40 e 60 euros), cachecóis estampados com imagens dos álbuns (300-500 euros) e um desenho de Paul Remi, irmão de Hergé (ilustração abaixo, estimada entre 500 e 800 euros). Storyboards dos filmes animados de Tintim, artes originais de campanhas publicitárias com os personagens de Hergé e dos desenhos de Quick e Flupke também farão parte da venda.


Entre os itens que devem interessar aos colecionadores estão os desenhos utilizados na série animada da década de 60, produzida pela Belvision. As placas de 29 cm x 20,5 cm (na imagem abaixo, à direita) estão estimadas entre 200 e 400 euros.

Além disso, o catálogo apresenta três obras do escultor Nat Neujean - um busto de Hergé e duas esculturas de Tintim e Milu, sendo uma delas uma réplica em bronze em tamanho original (1,8 m x 0,8 m x 0,58 m), avaliada entre 120 e 180 mil euros. Para baixar o catálogo completo em PDF, clique aqui.
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Exposição de arte homenageia Tintim

Comemorando 15 anos de existência, a biblioteca francesa André-Malraux abrirá uma exposição de arte em homenagem a Hergé. Os quadros pintados pela artista Caroline Chevaux são ousados, fazendo uma releitura uma série de quadrinhos das aventuras de Tintim com um estilo próximo ao cubismo - conhecido pelas obras de artistas como Pablo Picasso e Tarsila do Amaral. O estilo gráfico da artista é um deleite para os olhos de quem ama a arte, imprimindo originalidade a imagens muito conhecidas.


A exposição ficará aberta até o dia 06 de janeiro. Para você que não visitará Paris neste período, seguem abaixo algumas fotos dos trabalhos da artista, que certamente agradariam a Hergé, admirador e executor da pop-art.




Para mais informações, acesse o artigo do Le Journal.
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domingo, 17 de novembro de 2013

Além de Tintim: Graphic MSP anuncia novos títulos

Mesmo quem não cresceu lendo os quadrinhos da Turma da Mônica já deve ter ouvido falar nos últimos lançamentos em homenagem ao cinquentenário obra de Mauricio de Sousa. Em 2013 foram publicados quatro volumes da coleção Graphic MSP, que traz novas aventuras dos personagens de Mauricio em releituras assinadas por outros artistas. Os títulos "Astronauta: Magnetar" (Danilo Beyruth), "Turma da Mônica: Laços" (Vitor e Lu Cafaggi), "Chico Bento: Pavor Espaciar" (Gustavo Duarte) foram sucesso de público e crítica. "Piteco: Ingá" (Shiko) é o mais novo lançamento, anunciado para este mês de novembro durante o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte, MG. Veja a capa:


Foi nesse mesmo evento que a Mauricio de Sousa Produções anunciou o lançamento de novos títulos para os próximos anos da coleção, entre eles as sequências de "Laços" e "Astronauta", que tiveram direito até a trailers (veja aqui e aqui). Sem data nem ordem de lançamento divulgados, os lançamentos incluem adaptações de Papa-Capim, por Marcela Godoy e Renato Guedes, Bidu, por Eduardo Damasceno e Luis Felipe Garrocho, Turma da Mata, por Greg Tocchini, Davi Calil e Artur Fujita e Penadinho, por Paulo Crumbim e Cristina Eiko. Confira as artes provisórias mais abaixo.


O TPT apóia a iniciativa da MSP, pois considera esta coleção uma homenagem merecida ao artista, por isso faz questão de divulgar. Aliás, estou devendo um post com minhas impressões sobre as edições já publicadas. Mas pode ficar tranquilo que não vai ficar só na promessa...
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um pastiche oficial de Tintim


Em 25 de setembro de 1981, a revista "Tintin" lançou um número especial para comemorar seus 35 anos. O 316º volume da publicação apresentou uma série de pastiches de séries como Blake e Mortimer, Alix, Joana, João e o macaco Simão, entre outros. Mas um dos maiores destaques foi, sem dúvida alguma, uma adaptação de três páginas  de "O Templo do Sol", de Hergé, criadas por Rosinski e Van Hamme. A mini-aventura segue Tintim, o Capitão Haddock e Zorrino na jornada até o templo inca, trazendo um visual inovador para quem está acostumado com a linha-clara dos álbuns de Hergé. Confira clicando nas imagens abaixo:

   

Este é o tipo de trabalho que, na opinião deste tintinófilo, deveria ser feito se a Moulinsart e a Casterman realmente desejam publicar algo novo. Não tem a pretensão de substituir os originais de Hergé mas consegue surpreender com seus traços e cores atraentes e vibrantes. Pode não funcionar como continuidade da série, mas cai muito bem como homenagem, que é o máximo que pode ser feito em respeito ao legado do artista.

:: Em tempo: Para comemorar o centenário de Hergé, em 2007, o blog Adesso (em francês) corrigiu digitalmente as três páginas a partir de uma edição original da revista, e publicou online como "L'Arrivée au Temple du Soleil". O resultado pode ser visto na capa que ilustra o topo do artigo e também nas imagens abaixo - é só clicar e se deliciar:


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