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quinta-feira, 28 de março de 2013

Tintim na Mad TV

A MAD TV é uma série animada baseada na revista mais louca de todos os tempos, a MAD. Os episódios são formados de esquetes humorísticas que satirizam desde filmes, seriados e desenhos até personalidades da mídia internacional. E um dos agraciados com a "homenagem" dos roteiristas foi ninguém menos que Tintim, na época do auge da divulgação do filme 'O Segredo do Licorne'.


O primeiro vídeo, "Meu Pequeno Cavalo de Guerra", que você vê logo abaixo, faz referência aos filmes "Cavalo de Guerra" e "As Aventuras de Tintim", ambos de Steven Spielberg, além do desenho animado "My Little Poney". Nele vemos a Primeira Guerra Mundial... entre pôneis e unicórnios!

Trecho do episódio 2x19: Meu Pequeno Cavalo de Guerra

O outro episódio, "As Aventuras de Taun Taun", é uma paródia do filme de Spielberg com uma criatura do universo Star Wars no papel principal.

Trecho do episódio 2x23: As Aventuras de Taun Taun

Os dois episódios já foram exibidos no Brasil através do Cartoon Network, onde a série é transmitida diariamente. Caso alguém encontre os vídeos dublados, é só dar um sinal...

Um agradecimento especial ao leitor Renan Souza, que compartilhou a notícia na página do TPT no Facebook.
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terça-feira, 12 de março de 2013

"O Lótus Azul" pode fazer parte da trilogia

Steven Spielberg, que produzirá o segundo filme da franquia "As Aventuras de Tintim", confirmou que o roteiro da sequência já está pronto. O cineasta revelou que pretende lançar o filme nos cinemas no final de 2015.

"Peter Jackson vai dirigir o próximo, e eu vou produzir", disse Spielberg em entrevista ao The Times of India. "Temos um roteiro, e provavelmente vamos começar a captura de performance no final deste ano. Não me prendo a isso, mas esperamos que o filme saia por volta do final de 2015."

Spielberg continua fazendo suspense em torno dos álbuns que inspirarão o longa, mas quase dá uma pista nas entrelinhas: "Nós sabemos quais álbuns estamos fazendo, não podemos compartilhar isso agora, mas estamos combinando dois livros que sempre foram destinados a ser combinados por Hergé."

De acordo com o artigo, o cineasta se recusou a confirmar ou negar as especulações que surgiram, mas, quando questionado se um dos dois livros para o próximo filme seria "O Lótus Azul", admitiu que este seria provavelmente o terceiro filme.

Atualização (15/03): O roteirista Anthony Horowitz informou em seu Twitter que estará na Nova Zelândia em novembro, mas não confirmou o objetivo da viagem. Como se sabe, Peter Jackson planeja dirigir a captura de movimentos enquanto finaliza a pós-produção do segundo filme da trilogia "O Hobbit". Sendo assim, é possível que o roteirista acompanhe as gravações.

:: Só para não esquecer: "O Templo do Sol" chegou a ser anunciado como álbum que inspiraria o filme, e ele faz par com "As 7 Bolas de Cristal". "O Caso Girassol" também foi cogitado, e muitos leitores concordam que o álbum poderia muito bem ser mesclado com "O Cetro de Ottokar". A especulação sobre "O Lótus Azul" é nova, e talvez seja apenas para despistar, pois os acontecimentos do álbum inclusive foram citados no primeiro filme - nos recortes de jornal que aparecem no apartamento de Tintim. Mas para quem defende uma adaptação de "Tintim no Tibete", seria a escolha perfeita...
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domingo, 3 de março de 2013

30 anos sem Hergé

No dia 3 de março de 1983 falecia em Bruxelas, Bélgica, o artista Georges Remi. Mais conhecido como o criador de Tintim, ou simplesmente Hergé, o cartunista belga foi vítima de leucemia. Sua obra máxima, que teve início em 1929, pode até não ter continuidade pelas mãos de outros artistas - a pedido do próprio autor -, mas não resta dúvida de que ele deixou sua contribuição para a posteridade.

Hergé foi o criador da "linha clara", estilo que deu origem à Escola de Bruxelas de banda desenhada - como são chamados os quadrinhos na Europa. O traço simples de espessura regular, sem sombras, é uma característica do estilo que inspirou gerações de artistas europeus, gerando uma identidade particular para a produção no continente. Mas o talento de Hergé ia além do desenho, já que ele também foi autor de cada aventura. Com diálogos e roteiros inteligentes, as histórias imaginadas pelo pai de Tintim até hoje levam os leitores a diversos países e cenários, desde o fundo do mar até a Lua.

Com a criação dos Estúdios Hergé, no início dos anos 1950, o cartunista deu um salto para o futuro: levou Tintim e seus companheiros ao satélite natural da Terra, com os álbuns "Rumo à Lua" e "Explorando a Lua". O trabalho exigiu muito esforço e pesquisa, mas Hergé já estava acostumado, pois desde que conheceu o chinês Chang Chong-Chen (inspiração para o personagem Tchang, de "O Lótus Azul"), passou a ser mais cuidadoso na construção de suas histórias, criando um banco de dados sobre os países e culturas que pretendia visitar através das páginas da série.

Contrariando a imagem de nazista, que cultivou após trabalhar em um jornal considerado colaboracionista durante a Segunda Guerra Mundial, Hergé usou seus álbuns para criticar as ditaduras de Hitler e Mussolini. Em "O Caso Girassol", por exemplo, o autor fez referências ao militarismo através da fictícia Bordúria, que tinha no poder o desprezível Musstler. E não para por aí, já que as aventuras de Tintim na América do Sul ("O Ídolo Roubado" e "Tintim e os Tímpanos") também fazem alusão aos malefícios de governos comandados por líderes vaidosos e autoritários.

Mesmo durante a "fase branca", época de uma das suas muitas crises depressivas, Hergé foi produtivo. Nesse período lançou uma de suas obras mais aclamadas, "Tintim no Tibete", que retoma a amizade do repórter com o garoto chinês que conhecera na China anos antes. As páginas são marcadas por cenários amplos e vazios, brancos, refletindo a triste situação que o desenhista passava. Paralelo à criação do álbum, Hergé já se interessava por arte moderna, que inspiraria seu inacabado último álbum, "Tintim e a Alfa-Arte". Este, aliás, deixaria para sempre a questão: pretendia Hergé dar fim à sua principal obra?

Hergé, já debilitado pela doença, reencontra Chang dois anos antes de seu falecimento

Ainda hoje, Hergé é considerado uma das principais personalidades da Bélgica, se não a mais importante. Estátuas, bustos, fotos e imagens do autor e sua criação ilustram murais e ambientes turísticos da capital, Bruxelas. Um museu em sua homenagem foi fundado há alguns anos, atraindo cada vez mais turistas e fãs ao país. Todos os anos, milhões de euros são gastos em leilões de raridades relacionadas ao artista, como esculturas, álbuns antigos e ilustrações originais. Até um planeta do nosso Sistema Solar foi batizado com o nome de Hergé. Tudo isso só serviu para firmar o autor no rol de estrelas do século vinte. E o "renascimento" de Tintim no século vinte e um pode ser a prova de que este legado está longe de ser esquecido.
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