COLEÇÃO DE FIGURAS DE TINTIM FINALMENTE NO BRASIL

Todos os detalhes do lançamento da Planeta DeAgostini

ÁLBUNS DE TINTIM EM PRETO-E-BRANCO CHEGAM AO BRASIL

Globo Livros lança réplicas das versões originais de Tintim

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Série inédita baseada em "O Lótus Azul" é transmitida no rádio

PELA PRIMEIRA VEZ EM CORES

Veja a capa da nova edição de "No País dos Sovietes"

AS ATADURAS DE TINTIN

Infográfico reúne todas as pancadas que Tintim já levou

TPT ENTREVISTA ISAAC BARDAVID

Assista o bate-papo com o dublador do Capitão Haddock

TPT ENTREVISTA O PRIMEIRO TINTIM DO CINEMA

Jean-Pierre Talbot fala tudo sobre os únicos filmes de Tintim com atores reais

70 ANOS DO JOURNAL TINTIN

Publicações e eventos marcam o aniversário da revista

TPT ENTREVISTA O DUBLADOR DE TINTIM

Oberdan Jr conversa com o blog em vídeo de duas partes. Confira!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Fatos em Fotos: Hergé e a captura de movimentos


Como a arte consegue transmitir a sensação de vida? Até os mais famosos artistas plásticos tiveram modelos para inspirar suas pinturas e esculturas. O cinema tem utilizado técnicas cada vez mais modernas para dar vida aos personagens. Walt Disney fez isso com Branca de Neve e alguns de seus clássicos; Peter Jackson foi mais além em "King Kong", "As Aventuras de Tintim" e outros blockbusters. Mas, o que dizer do pai de Tintim? Fotos dos Studios Hergé revelam que o cartunista também utilizou, embora por poucas vezes, modelos reais para desenhar movimentos mais incomuns de seus personagens.

Hergé usou como modelos os próprios colaboradores do estúdio, como Jacques Martin e Bob De Moor. Chegou também a basear seus desenhos em Edgar P. Jacobs e até no jardineiro de sua propriedade no campo. Ele mesmo fotografava as cenas que mais tarde se transformaram em esboços para, por fim, ganhar vida nas páginas dos álbuns como conhecemos hoje. Isso foi feito em "Voo 714 para Sydney", como pode ser visto nas fotos a seguir.


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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

As 7 Bolas de Cristal: 70 anos

No dia 16 de dezembro de 1943, começava a ser publicada por Hergé uma de suas aventuras mais célebres: "As 7 Bolas de Cristal". Lançada em preto e branco no jornal Le Soir, a primeira tirinha anunciava a chegada da exposição Sanders-Hardmuth à Europa, junto com a múmia de Rascar Capac. Ao longo das tirinhas diárias, o leitor foi descobrindo junto com Tintim e seus amigos um misterioso caso envolvendo a descoberta do artefato inca, que levaria ao resgate do Prof. Girassol no álbum seguinte, "O Templo do Sol".

Primeira tirinha de "As 7 Bolas de Cristal", publicada há 70 anos.

A publicação da história foi interrompida em 2 de setembro de 1944, devido às investigações sobre o suposto colaboracionismo praticado por Hergé durante a Segunda Guerra. Em 26 de setembro de 1946, Hergé deu continuidade à aventura nas páginas da revista Tintin, agora em cores. A primeira versão em álbum foi publicada em 1948, pela Casterman.

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domingo, 15 de dezembro de 2013

Criações de Hergé: Joana, João e o macaco Simão

Aventuras de Joana, João e do Macaco Simão (Jo, Zette et Jocko) foi uma série publicada por Hergé na revista francesa Cœurs Vaillants pela primeira vez em 1936, e mais tarde em formato álbum, com 54 páginas, pela Casterman. Ao contrário de suas outras obras, a ideia de criar o casal de irmãos e seu mascote primata não partiu de Hergé, mas sim de uma demanda do semanário católico, que pretendia difundir os valores da família de uma forma que o já famoso repórter não poderia - afinal, Tintim não tinha nada que o ligasse a uma vida "normal".

"A série de João e Joana me foi solicitada pelos diretores da revista Cœurs Vaillants", afirmou Hergé em entrevista a Patrice Hamel e Benoît Peeters nos Studios Hergé, em 29 de abril de 1977. "Eles me disseram: 'Nós gostamos de Tintim, mas vamos lá, ele não tem pais, não vai à escola, ele não tem como ganhar a vida. Você não poderia criar uma série do mesmo gênero, mas onde o herói teria um pai e uma mãe e um cãozinho ou um gatinho, etc.?' E foi assim que fui levado a criar Joana, João e o macaco Simão."

A série

João e Joana são dois simpáticos irmãos que andam sempre acompanhados de Simão, um inteligente animal de estimação. Na época, Hergé estava fazendo um trabalho publicitário para uma empresa de brinquedos, por isso tinha vários em casa para se inspirar. Entre eles estava um chimpanzé chamado Jocko, daí a escolha do bichinho. Este, aliás, talvez tenha sido o único atalho para Hergé fugir do convencional, já que ele escolheu dar aos meninos um animal menos clichê que um gato ou cachorro.

Juntos, os três vivem aventuras comparáveis às de Tintim, enfrentando vilões ao redor do mundo, no fundo do mar e até no ar. A grande diferença com o ruivinho é a presença dos pais das crianças, que têm pelo menos uma pequena participação em cada episódio. A mãe é uma dona de casa sempre preocupada com as peripécias das crianças. O pai, James Legrand, é um grande engenheiro, que domina desde o campo da aeronáutica até o da construção de pontes.


Sobre a criação da família Legrand, Hergé explicou a Numa Sadoul, na entrevista que resultou no livro "Tintin et moi": "Foi preciso antes de mais nada arranjar uma profissão para o pai, uma profissão que o fizesse viajar: muito bem, engenheiro serviria bem". O autor também revelou porque heróis com família não são muito viáveis: "Era preciso fazer a família toda viajar: era cansativo!"

Uma característica marcante da série é a comédia, evidente em personagens como Marajá de Gopal ("O Vale das Cobras"), uma figura tão egocêntrica e autoritária que ultrapassa a infantilidade. O leitor também pode ter alguns momentos de riso com as peripécias do esperto macaquinho. O altruísmo, o "fazer o bem sem olhar a quem", é marca registrada da dupla de protagonistas, João e Joana, que não abre mão de ajudar a quem precisa, mesmo que este não mereça.

Publicação

A série estreou na Cœurs Vaillants, revista francesa que já publicava as aventuras de Tintim, em 19 de janeiro de 1936. Era publicada em duas cores: vermelho e branco. Alguns meses depois, chegou ao Le Petit Vingtième. A partir de 1955, começou a ser publicada na revista Tintin francesa, quando foram feitas importantes reformulações no desenho e na coloração das histórias.

As três aventuras de Joana, João e do macaco Simão foram editadas pela Casterman em cinco álbuns. "O Raio Misterioso" foi dividido dois episódios ("O 'Manitoba' não Responde" e "A Erupção do Karamako"), assim como "A Estratonave H. 22" ("O Testamento do Sr. Pump" e "Destino Nova Iorque"). O último título, "O Vale das Cobras", teve colaboração de Jacques Martin, assistente de Hergé, que fez um trabalho bastante caprichado na revisão das ilustrações, deixando o resultado final superior aos anteriores. Em 2012, a Casterman reuniu todos os episódios em um só volume, intitulado "Les Aventures de Jo, Zette e Jocko".

A primeira publicação em português aconteceu em Portugal, na revista Zorro n.º 89, de 20 de julho de 1964. Entre 1981 e 1982, a editora Verbo publicou os cinco álbuns, reeditados mais tarde entre 1997 e 2000. É apenas a essas edições que os falantes da língua portuguesa têm acesso, já que a série nunca chegou a ser publicada no Brasil.

O Fim

O que teria levado Hergé a deixar do projeto, após apenas três aventuras? "Eu nunca fiquei muito à vontade nesta série", afirmou o autor em 1977.  "Na vida, todo mundo tem pais. E os pais naturalmente ficam preocupados se seus filhos resolvem fugir. Pense na frase de Jules Renard: 'Nem toda a gente pode ser órfã'. Que sorte de Tintim, ele é um órfão, tão livre... Por esta razão eu tive que abandonar Joana e João, porque isso me incomodava terrivelmente, os pais chorando o tempo todo à procura de seus filhos em toda parte. Esses personagens não têm a liberdade total que Tintim dispõe".


No início da década de 60, Hergé voltou a se interessar pela série, cujo último álbum, "O Vale das Cobras", havia sido publicado em 1957. Assim, pediu ao seu colaborador Bob de Moor que transformasse o argumento de 'Tintin et le Thermozéro', originalmente concebido por Michel Greg, numa história da série Jo, Zette e Jocko, que se chamaria simplesmente "Le Thermozéro". O projeto não seguiu em frente porque De Moor teve que ajudar Hergé a atualizar o álbum "A Ilha Negra". Depois disso, o pai de Tintim nunca voltou a tocar em Joana, João e o macaco Simão.
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Peter Jackson confirma 'Tintim 2' após trilogia 'O Hobbit'

Depois de meses sem uma palavra dos cineastas Steven Spielberg e Peter Jackson sobre a continuação de "As Aventuras de Tintim" (2011), o cineasta responsável pela produção do primeiro longa finalmente confirmou que o projeto ainda vive. Durante a première europeia de "O Hobbit: A Desolação de Smaug" em Berlim, Jackson afirmou ao site italiano BadTaste que 'Tintim 2' não foi esquecido.

"Assim que eu estiver livre de 'O Hobbit', volto a fazer 'Tintim'", afirmou o diretor. "O projeto foi atrasado por causa de 'O Hobbit', mas temos todas as intenções de realizar outro longa. Só estamos esperando que eu termine com os filmes de 'O Hobbit' para finalmente poder voltar a Tintim", concluiu Jackson, que pode ser visto dizendo estas palavras no vídeo abaixo.




Até o momento, sabemos apenas que o Professor Girassol está confirmado no próximo filme, que terá roteiro de Anthony Horowitz e produção de Steven Spielberg. O álbum que serve de base para o enredo ainda não foi oficializado, apesar de alguns sites já darem como certo que será "O Templo do Sol".
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sábado, 7 de dezembro de 2013

#Tintin2054: Nick Rodwell em debate sobre novo álbum de Tintim

Nas últimas semanas virou assunto entre tintinófilos do mundo todo o "anúncio" de um possível novo álbum de Tintim até 2052, quando a obra de Hergé entra em domínio público. O assunto divide opiniões, por isso foi escolhido como um dos temas do programa de debates "Ce soir (ou jamais)" (Esta noite ou nunca), apresentado pela TV France 2 no último dia 06 de dezembro. Estavam presentes, entre jornalistas e especialistas em direito, o diretor do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême (FIBD), Franck Bondoux, e o administrador da Moulinsart S.A., Nick Rodwell, que falou sobre sua polêmica declaração.


O debate girou em torno da possibilidade de uma obra, seja ela do cinema ou da literatura, continuar após a morte de seu criador. James Bond e Spirou estiveram entre os assuntos da conversa, com destaque para "Asterix e os Pictos", novo álbum do gaulês que vem fazendo sucesso mesmo sem seus criadores originais. Seria esta uma evidência a favor do novo álbum de Tintim?

"Por que não?", disse Rodwell. "Mas eu não sou nem o editor, que é a Casterman, nem o detentor dos direitos autorais, que é minha esposa Fanny [Rodwell, viúva de Hergé]". Esquivando-se da responsabilidade de uma decisão tão importante, ele reafirmou seu interesse em proteger e promover a obra de Hergé, explicando que este é o objetivo de estender o direitos autorais. "Tenho protegido e promovido Tintim por vinte e cinco anos, e estou sendo criticado por isso", declarou.

Ao falar sobre a adaptação cinematográfica de Steven Spielberg, que também dividiu opiniões, Rodwell defendeu: "Se eu sentir que é bom para a proteção da obra, eu faço. Foi por isso que fizemos o filme. Tivemos uma escolha de ficar no gueto franco-belga ou ir para Hollywood para ser mais global". Falando nisso, a sequência a ser dirigida por Peter Jackson foi apenas mencionada, e Rodwell destacou o efeito positivo dos filmes sobre as vendas de Tintim.

Em resumo, não tivemos uma resposta definitiva à questão principal, afinal, "foi o desejo de Hergé: nada de novos álbuns após sua morte", como explicou Nick RodwelSe haverá realmente um novo álbum até 2052? "Meu papel é proteger e promover", repetiu (mais uma vez).

O programa (em francês) pode ser visto na íntegra neste link.

O debate continua

Franck Bondoux convidou o público a continuar o debate durante o 41º FIBD, que acontecerá entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2014. "Em Angoulême, notamos uma mudança muito profunda nos padrões de consumo dos quadrinhos", afirmou Bondoux. "Sabemos que Hergé reformulou e modernizou alguns de seus álbuns com seu estúdio. [...] Uma obra não vive sozinha", concluiu.

Para esquentar o debate, a organização do Festival de Angoulême criou um site dedicado à possível continuação das histórias de Tintim (Tintin: La suite?), com espaço para comentários dos leitores. Duas enquetes mostram que o público está bem dividido (até o momento desta postagem), porém há uma pequena margem favorável a uma nova aventura antes de 2054 (mas não era 2052?). Também foi criada a hashtag para quem quiser comentar sobre o assunto nas redes sociais. Para sua mensagem do Twitter aparecer no site, é só acrescentar #Tintin2054.

O Twitter oficial da Moulinsart postou a sugestiva frase de Jean Jaurès: "A história humana é um esforço incessante de invenção, e a perpétua evolução é uma perpétua criação".

Tudo isso cheira a uma forte ação de marketing, às vésperas dos 85 anos de Tintim. Nick Rodwell desconversa, mas não se espante se, muito em breve, formos surpreendidos com o anúncio deste esperado e controverso novo álbum.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

TPT Recomenda: As Diabruras de Quick e Flupke

Já está disponível nas melhores livrarias do país o livro As Diabruras de Quick e Flupke, novo lançamento da Globo Livros Graphics, selo da editora Globo dedicado a graphic novels. A dupla de meninos marotos foi criada por Hergé em janeiro de 1930 no Le Petit Vingtième, o mesmo suplemento que lançou a obra mais conhecida do cartunista, e agora faz sua estreia no Brasil em uma edição de encher os olhos.

Com capa dura e mais de 180 páginas, o livro tem acabamento de alta qualidade (veja à esquerda a comparação com dois álbuns de Tintim). A tradução de André Telles manteve os nomes próprios originais intocados, mostrando assim que o ingresso dos personagens no país desconsidera qualquer publicação anterior em língua portuguesa - para quem não sabe, Quick e Flupke já foram publicados como 'Quim e Filipe' e 'Trovão e Relâmpago' em Portugal (saiba mais aqui).

As peripécias de Quick e Flupke acontecem sempre em duas páginas, marcadas por situações cotidianas dos dois garotos em um bairro real de Bruxelas, Marolles (que não chega a ser citado). O conteúdo das historinhas vai da comédia pastelão ao humor nonsense, abordando até mesmo assuntos como drogas e bullying - de forma muito sutil, é claro. Hergé criou uma série dinâmica para o seu tempo, quando as tirinhas já estavam se tornando comuns na Europa. Apesar das décadas, a leitura ainda hoje é daquelas que você começa e não quer mais parar - e dá pra começar de qualquer página... ou de trás pra frente, como eu fiz.

Através das historinhas, a dupla de protagonistas vai se revelando: Quick, o moreno de boina, é um garoto corajoso mas muitas vezes ingênuo, que vez por outra acaba pagando pelo que não fez; Flupke, o loirinho, mais novo porém menos inocente, é dono de ideias mirabolantes e quase sempre mete o melhor amigo em grandes enrascadas. O Agente 15 é outra figura recorrente. Quase um primo dos Dupondt, na aparência e nas atitudes, vê seu lado criança colocado à prova pelos garotos - que às vezes agem com boas intenções. O representante da lei revela-se uma metáfora à superioridade dos adultos, ridicularizados pela ignorância e infantilidade, tão comuns desde os tempos de Hergé.

Nesta primeira parte das 'obras completas de Quick e Flupke', conhecemos um pouco da família (pgs. 19 e 106) e da rotina dos meninos, e descobrimos que a infância dos tempos de Hergé não era muito diferente de pouco mais de uma década atrás, quando a tecnologia ainda não havia substituído as travessuras e brincadeiras de rua. Não tem como não se identificar com o dilema de fazer o dever de casa ou brincar um pouco mais com os amigos (pgs. 8 e 16), ou com o desespero que dá quando você faz uma trapalhada para encobrir outra (pgs. 42 e 136). Que menino nessa idade nunca teve problemas com garotos mais velhos? No caso desses aqui, o cérebro vence a força física (pg. 36). Ah, fosse fácil assim...

Apesar de ter sido publicada em um semanário católico, a série não busca pregar lições de moral. Contudo, é inevitável notar os ensinamentos - às avessas - em HQs como "Quick é pacifista" (pg. 142) e "Caridade evangélica" (pg. 166), ou a mensagem de "O aviso" (pg. 84), uma crítica aos adultos que insistem em não escutar às crianças. Hergé usa um "Drama sem palavras" (pg. 140) para tratar de um tema delicado de ser abordado com crianças até hoje: drogas. Tudo isso sem deixar o humor, a principal combustível da obra, de lado. E como não poderia faltar, claro, há pelo menos uma referência a Tintim (pg. 96), sem contar a pontinha na capa.

Para não dizer que este é um lançamento perfeito, a edição de "As Diabruras de Quick e Flupke" peca por não trazer nenhum material adicional. Se o objetivo não é vender apenas para fãs e colecionadores, que já conhecem o histórico da série, seria obrigatório apresentar ao público brasileiro um pouco da relevância da obra na história da banda desenhada europeia - só para citar, a cidade de Bruxelas, Bélgica, possui pelo menos dois monumentos dedicados à série (veja aqui e aqui). Outra oportunidade de melhoria se encontra na disposição das HQs, que não seguem a ordem cronológica de publicação original, o que pode ser percebido pelo estilo do desenho, que ainda engatinha em algumas páginas. Estas pequenas falhas podem ser atribuídas aos editores originais (Casterman/Moulinsart), mas não tiram o brilho da publicação. Ainda assim, ficam registradas as dicas para o próximo volume, já previsto para o segundo semestre de 2014.

"As Diabruras de Quick e Flupke" vale o preço que custa (R$ 39,90). É leitura recomendada para adultos e crianças. Lembra àqueles e ensina a estes que a infância precisa ser vivida, e a vida não se resume a uma tela de computador.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Leilão reúne artigos curiosos de Tintim

A casa de leilões Piasa realizará no próximo dia 1º de dezembro mais um leilão de artigos relacionados à obra de Hergé. Dessa vez não é a quantidade de itens e os valores estimados que chama atenção, mas o fato de alguns objetos originais inéditos - e outros muito curiosos - estarem à venda. Entre eles estão, como sempre, edições antigas dos álbuns de Tintim, pôsteres dos primeiros filmes, figuras em resina, quebra-cabeças, medalhas, relógios, cartões esboços e esculturas dos personagens da série.

Figuram entre os itens mais curiosos um jarro de porcelana estampado com um desenho do submarino do prof. Girassol (avaliado entre 40 e 60 euros), cachecóis estampados com imagens dos álbuns (300-500 euros) e um desenho de Paul Remi, irmão de Hergé (ilustração abaixo, estimada entre 500 e 800 euros). Storyboards dos filmes animados de Tintim, artes originais de campanhas publicitárias com os personagens de Hergé e dos desenhos de Quick e Flupke também farão parte da venda.


Entre os itens que devem interessar aos colecionadores estão os desenhos utilizados na série animada da década de 60, produzida pela Belvision. As placas de 29 cm x 20,5 cm (na imagem abaixo, à direita) estão estimadas entre 200 e 400 euros.

Além disso, o catálogo apresenta três obras do escultor Nat Neujean - um busto de Hergé e duas esculturas de Tintim e Milu, sendo uma delas uma réplica em bronze em tamanho original (1,8 m x 0,8 m x 0,58 m), avaliada entre 120 e 180 mil euros. Para baixar o catálogo completo em PDF, clique aqui.
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Exposição de arte homenageia Tintim

Comemorando 15 anos de existência, a biblioteca francesa André-Malraux abrirá uma exposição de arte em homenagem a Hergé. Os quadros pintados pela artista Caroline Chevaux são ousados, fazendo uma releitura uma série de quadrinhos das aventuras de Tintim com um estilo próximo ao cubismo - conhecido pelas obras de artistas como Pablo Picasso e Tarsila do Amaral. O estilo gráfico da artista é um deleite para os olhos de quem ama a arte, imprimindo originalidade a imagens muito conhecidas.


A exposição ficará aberta até o dia 06 de janeiro. Para você que não visitará Paris neste período, seguem abaixo algumas fotos dos trabalhos da artista, que certamente agradariam a Hergé, admirador e executor da pop-art.




Para mais informações, acesse o artigo do Le Journal.
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domingo, 17 de novembro de 2013

Além de Tintim: Graphic MSP anuncia novos títulos

Mesmo quem não cresceu lendo os quadrinhos da Turma da Mônica já deve ter ouvido falar nos últimos lançamentos em homenagem ao cinquentenário obra de Mauricio de Sousa. Em 2013 foram publicados quatro volumes da coleção Graphic MSP, que traz novas aventuras dos personagens de Mauricio em releituras assinadas por outros artistas. Os títulos "Astronauta: Magnetar" (Danilo Beyruth), "Turma da Mônica: Laços" (Vitor e Lu Cafaggi), "Chico Bento: Pavor Espaciar" (Gustavo Duarte) foram sucesso de público e crítica. "Piteco: Ingá" (Shiko) é o mais novo lançamento, anunciado para este mês de novembro durante o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte, MG. Veja a capa:


Foi nesse mesmo evento que a Mauricio de Sousa Produções anunciou o lançamento de novos títulos para os próximos anos da coleção, entre eles as sequências de "Laços" e "Astronauta", que tiveram direito até a trailers (veja aqui e aqui). Sem data nem ordem de lançamento divulgados, os lançamentos incluem adaptações de Papa-Capim, por Marcela Godoy e Renato Guedes, Bidu, por Eduardo Damasceno e Luis Felipe Garrocho, Turma da Mata, por Greg Tocchini, Davi Calil e Artur Fujita e Penadinho, por Paulo Crumbim e Cristina Eiko. Confira as artes provisórias mais abaixo.


O TPT apóia a iniciativa da MSP, pois considera esta coleção uma homenagem merecida ao artista, por isso faz questão de divulgar. Aliás, estou devendo um post com minhas impressões sobre as edições já publicadas. Mas pode ficar tranquilo que não vai ficar só na promessa...
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um pastiche oficial de Tintim


Em 25 de setembro de 1981, a revista "Tintin" lançou um número especial para comemorar seus 35 anos. O 316º volume da publicação apresentou uma série de pastiches de séries como Blake e Mortimer, Alix, Joana, João e o macaco Simão, entre outros. Mas um dos maiores destaques foi, sem dúvida alguma, uma adaptação de três páginas  de "O Templo do Sol", de Hergé, criadas por Rosinski e Van Hamme. A mini-aventura segue Tintim, o Capitão Haddock e Zorrino na jornada até o templo inca, trazendo um visual inovador para quem está acostumado com a linha-clara dos álbuns de Hergé. Confira clicando nas imagens abaixo:

   

Este é o tipo de trabalho que, na opinião deste tintinófilo, deveria ser feito se a Moulinsart e a Casterman realmente desejam publicar algo novo. Não tem a pretensão de substituir os originais de Hergé mas consegue surpreender com seus traços e cores atraentes e vibrantes. Pode não funcionar como continuidade da série, mas cai muito bem como homenagem, que é o máximo que pode ser feito em respeito ao legado do artista.

:: Em tempo: Para comemorar o centenário de Hergé, em 2007, o blog Adesso (em francês) corrigiu digitalmente as três páginas a partir de uma edição original da revista, e publicou online como "L'Arrivée au Temple du Soleil". O resultado pode ser visto na capa que ilustra o topo do artigo e também nas imagens abaixo - é só clicar e se deliciar:


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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Quick e Flupke: Álbum inédito de Hergé chega ao Brasil

A editora Globo Livros Graphics lança em novembro, no Brasil, o álbum em quadrinhos "As Diabruras de Quick e Flupke - vol. 1" (Les Exploits de Quick et Flupke - vol. 1), de Hergé. Criadas pelo pai de Tintim em 1930, as peripécias dos pequenos garotos de Bruxelas já foram publicadas em português como "Aventuras e Desventuras de Quim e Filipe", mas nunca por uma editora brasileira.

A edição nacional marca os 30 anos da morte de Hergé, e o segundo número está previsto para 2014. ATUALIZAÇÃO: Serão dois volumes com a coleção completa. Com formato um pouco menor que os álbuns de Tintim lançados pela Cia das Letras (aliás, é uma surpresa a editora não ter publicado o título), 21 x 28 cm, o volume de 184 páginas é vendido por R$ 39,90. Veja a capa abaixo:


:: Um pouco de história

Quick et Flupke fizeram sua estreia em 20 de janeiro de 1930 no mesmo jornalzinho que apresentou Tintim, o Le Petit Vingtième. Os personagens-título são dois travessos meninos de Bruxelas que vivem se envolvendo em situações engraçadas, criando invenções inusitadas e enlouquecendo os adultos - principalmente o Agente 15, um policial à lá dupond e Dupont que vive implicando com eles. Suas historinhas não passam de duas páginas, às vezes sem falas, mas sempre com gags relacionadas ao cotidiano dos moleques.

Ao longo de uma década, foram mais de 300 histórias publicadas. A primeira compilação das tiras de Quick e Flupke foi publicada originalmente em 5 livros entre 1930 e 1941, em preto e branco. Só mais tarde, com o fim da Segunda Guerra Mundial, as tirinhas foram coloridas e republicadas em 11 volumes, entre 1949 e 1969, tornando-se populares em outros países de língua francesa, além da Bélgica. Entre 1975 e 1982 foi editada uma nova coleção com as mesmas histórias, agora em seis volumes, com o título "Les Exploits de Quick et Flupke". Após a morte de Hergé, a série foi republicada pela Casterman em 12 volumes entre 1985 e 1991, fora da ordem cronológica e incluindo tiras não desenhadas pelo artista. Em Portugal, a Editorial Verbo publicou "Aventuras e Desventuras de Quim e Filipe" em 12 volumes.

:: Curiosidades:

:: Os nomes Quick e Flupke são o diminutivo dos nomes Patrick e Phillipe, respectivamente, no dialeto belga brabant.

:: Diz a lenda que, voltando ao trabalho depois de tirar férias, Hergé foi surpreendido por uma "pegadinha" dos colegas de redação, que, sem avisar, haviam anunciado publicamente que ele lançaria uma inédita série de quadrinhos. Com poucos dias para dar conta do recado, Hergé mesclou reminiscências infantis com influências do cinema e dos cartuns norte-americanos para dar vida a dois garotos às voltas com confusões nas ruas da Bruxelas dos anos 1930. Limitado ao espaço de duas páginas por semana, Hergé desenvolveu a partir dali narrativas cômicas que, além do primor da concisão, apresentam a atmosfera ternamente poética do universo das crianças.

:: A série já virou desenho animado nos anos  1980, e manteve o mesmo estilo rápido e nonsense dos quadrinhos. Confira a abertura abaixo.



Com informações da Wikipedia.
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terça-feira, 22 de outubro de 2013

5 projetos inacabados de Hergé

Com a notícia do novo álbum de Tintim, anunciado para 2052 - parece piada, mas não é -, tintinófilos ao redor do mundo aguardam ansiosamente por esta passagem de 40 anos, para saber qual será o título da 25ª aventura e quem será o artista responsável - se é que ele já nasceu... E como alguns defendem a ideia levada por Hergé até o leito de morte, de que ninguém além dele deveria criar histórias de Tintim, resolvi listar aqui alguns projetos inacabados do próprio criador da série, abandonados por algum motivo, mas que com seus devidos ajustes poderiam ser usados na nova fase do repórter - em que ele deverá ser apresentado aos nossos netos...

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Moulinsart aprova novo álbum de Tintim

Isso mesmo, mas vamos ter que esperar "um pouco" até ver a obra nas livrarias...

Em entrevista aos periódicos franceses Le Soir e Le Monde, o diretor da Moulinsart S.A., Nick Rodwell (na foto abaixo, à esquerda), anunciou que um novo álbum de Tintim seria altamente provável um dia. Mas não se empolgue, porque o lançamento só deverá ocorrer em 2052. Sim, você leu direito: 2052.


Como assim? - deve estar se perguntando. Acontece que a obra de Hergé cai em domínio público no ano de 2053, 70 anos após a morte do artista. "Hergé não queria que outras histórias fossem criadas depois dele, mas vamos ter uma nova, um ano antes de a obra cair em domínio público, para proteger os direitos", disse Rodwell, atual marido da viúva de Hergé. Ele explicou que uma data tão distante prolonga os direitos pela obra, e impede que Tintim seja usado "de qualquer maneira" no domínio público.

Sem entrar em maiores detalhes sobre a possível nova aventura, Nick Rodwell afirmou que a missão dos herdeiros de Hergé é "proteger e promover" seu trabalho. "Temos 40 anos para pensar nisso", concluiu.

80 anos na Casterman

O anúncio ocorreu durante a apresentação da nova parceria entre a Moulinsart e a Casterman, agora dirigida por Charlotte Gallimard (na foto acima, à direita). As duas corporações europeias se reúnem para a realização de projetos conjuntos, com a intenção de "valorizar e preservar a memória e a atualidade da obra de Hergé". A partir de janeiro de 2014, marcando os 80 anos desde a primeira publicação de Tintim pela Casterman, a editora francesa lança uma série de trabalhos inéditos dedicados Tintim e Hergé, começando pelo livro "Secrets des Cigares du pharaon" (Segredos de Os Charutos do Faraó), sobre a evolução do desenho nas diferentes versões do álbum.

Clique na imagem para ver o especial do Tintim por Tintim sobre "Os Charutos do Faraó".

Ainda em janeiro, a editora se tornará "parceira oficial" do Museu Hergé, por meio de um patrocínio de 50 mil euros por ano, durante três anos.

Filmes e desenhos animados

Segundo o site La Libre, enquanto Rodwel pensa em um novo álbum em quadrinhos, Benoît Mouchart, diretor editorial da Casterman, considera a possível "imaginar um romance". Mouchart também aprecia a ideia de spin-offs, séries derivadas sobre personagens como o Capitão Haddock ou 'Joana, João e o macaco Simão' (Jo, Zette e Jocko), uma possibilidade recebida sem muita empolgação por Rodwell, mais favorável a "um filme ou um desenho animado".
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domingo, 6 de outubro de 2013

Oliveira da Figueira, um português no mundo de Tintim

Oliveira da Figueira é um personagem de Hergé que aparece pela primeira vez no álbum "Os Charutos do Faraó" (1932). É retratado como um comerciante português de Lisboa que consegue vender de tudo, mesmo o objeto mais desnecessário, e em pleno deserto! Apesar de aparecer poucas vezes, o simpático vendedor - um típico e caixeiro viajante - consegue salvar Tintim e o Capitão Haddock de várias situações muito complicadas.

Em sua estreia nos álbuns de Tintim, vende seus cacarecos à bordo de um barco no Mar Vermelho, rumo ao fictício deserto de Khemed. Sua habilidade de persuasão é tão forte que até Tintim se torna sua "vítima", aparecendo em um dos quadrinhos carregado de bugigangas das mais inúteis.

O comerciante fixa residência na cidade de Wadesdah, Khemed, onde Tintim volta a encontrá-lo outras duas vezes. Em "Tintim no País do Ouro Negro" ajuda Tintim a entrar disfarçado no covil do Dr. Müller, enquanto conta uma enrolada história aos capangas do vilão. Já em "Perdidos no Mar", tem o prazer de apresentar ao Capitão Haddock o saboroso vinho rosé português, além de ajudá-los novamente com os disfarces.

O carismático personagem é mencionado também em "As Jóias da Castafiore", como um dos primeiros a felicitar o Capitão Haddock pelo seu suposto casamento com Bianca Castafiore.

:: Quadrinhos


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Curiosidades:

:: Na edição original de "Os Charutos do Faraó", publicada em preto e branco na década de 1930, Oliveira da Figueira afirma ter deixado a Europa devido à Grande Depressão e ao fato de que havia pouca concorrência ao largo da costa da Arábia.

:: Na primeira versão estrangeira de "Os Charutos do Faraó", publicada em Portugal nos mesmos anos 1930, Tintim foi apresentado como um repórter português de "O Papagaio". Dessa forma, o comerciante português, para continuar com ares de estrangeiro, virou Oliveira da Málaga, "caixeiro-viajante fugido aos horrores da guerra de Espanha".


:: Oliveira da Figueira foi uma das estrelas de uma campanha contra a especulação do mercado negro na Bélgica devastada pela guerra, em 1947. Na imagem acima, o português tenta vender aos famintos náufragos de uma jangada comida e bebida a preços ligeiramente exagerados. Dupond e Dupont preferem comer seus chapéus e Haddock uma bota, enquanto Tintim recusa a oferta porque os preços não são “os oficiais”.

:: Rumores indicam que o personagem foi cortado do roteiro final de "As Aventuras de Tintim", filme de 2011 dirigido por Steven Spielberg, e que seria vivido pelo ator Danny DeVito. Apesar de não haver confirmação, existe um indício de que a notícia poderia ser verdadeira: no livro "As Aventuras de Tintim: O Romance", uma personagem com a mesma descrição física aparece na cidade de Bagghar, e fazendo comércio.
Com informações dos blogs Tintinófilo, Malomil.

SAIBA MAIS SOBRE OUTROS PERSONAGENS DAS AVENTURAS DE TINTIM:
Milu, o fiel companheiro
Nestor, o mordomo de Moulinsart
Dupond e Dupont, gêmeos?! - parte 1 e parte 2
Tintim e sua verdadeira origem
Capitão Haddock, o mais humano dos personagens de Hergé.
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sábado, 28 de setembro de 2013

Le Soir lança concurso de desenhos sobre o mundo de Tintim

O jornal Le Soir, que no passado publicou os quadrinhos de Tintim, acaba de anunciar a 57ª edição de seu concurso de desenhos. O tema este ano é "o mundo de Tintim", e a proposta é que jovens leitores usem a criatividade ao imaginar uma nova aventura para o repórter e seus amigos.


Serão mais de 1000 crianças premiadas, que ganharão desde livros, DVDs e materiais de desenhos até viagens marítimas. Só poderão participar pessoas de menos de 15 anos de idade, divididas em três categorias (A: menos de 7 anos; B: 7 a 10 anos; C: 11 a 14 anos). Os desenhos devem ser recentes e enviados até 20 de dezembro de 2013 ao jornal Le Soir. A cerimônia de premiação ocorrerá no domingo, 16 de março de 2014, no Museu Hergé. Os desenhos serão vendidos e os valores arrecadados servirão para ajudar a fundação beneficente mantida pelo jornal.

E você, participaria de um concurso de desenhos sobre Tintim?
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domingo, 1 de setembro de 2013

Aventura Musical: O Sol e a Lua


Le Soir et la Lune é a música cantada pelo Capitão Haddock em "O Templo do Sol", quando um eclipse solar salva sua pele e a dos amigos Tintim e Prof. Girassol de um sacrifício inca. A canção é de Charles Trenet, mesmo autor de "Boum!", que foi tema do primeiro artigo desta série.

A divertida composição, datada de 1939, fala sobre o encontro entre o Sol e a Lua, e chama atenção justamente pela impossibilidade do fato, que faz o Sol, coitado, ficar esperando... A letra só não considera, é claro, o caso de um eclipse, como o que salva nossos heróis no álbum de Hergé.

Conheça abaixo o refrão (acompanhado de uma bela tradução), e mais adiante, um clipe animado da música:

Le soleil a rendez-vous avec la lune | O sol tem um encontro com a lua
Mais la lune n'est pas là et le soleil l'attend | Mas a lua não está lá e o sol a espera
Ici-bas souvent chacun pour sa chacune | Aqui em baixo sempre cada um para sua cada uma
Chacun doit en faire autant | Cada um deve fazer o mesmo
La lune est là, la lune est là | A lua está lá, a lua está lá
La lune est là, mais le soleil ne la voit pas | A lua está lá, mas o sol não a vê
Pour la trouver il faut la nuit | Para encontrá-la ele precisa durante a noite
Il faut la nuit mais le soleil ne le sait pas et toujours luit | Chega a noite, mas o sol não sabe e sempre brilha
Le soleil a rendez-vous avec la lune | O sol tem um encontro com a lua
Mais la lune n'est pas là et le soleil l'attend | Mas a lua não está lá e o sol a espera
Papa dit qu'il a vu ça lui... | Papai disse que a viu...

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Documentário em DVD mostra os Arquivos de Hergé

Chega às lojas norte-americanas no dia 24 de setembro um novo DVD com os bastidores da obra de Hergé, "Tintin: Inside Hergé's Cartoon Archives". Trata-se de um documentário de 25 minutos exibido na TV britânica em 1994, como parte da série "Opening Shots".

O documentário conta com contribuições do especialista em Tintim Harry Thompson, e dos tradutores da obra de Hergé para a língua inglesa, Michael Turner e Leslie Lonsdale-Cooper, além de depoimentos do próprio Hergé sobre o seu trabalho e. 

Release: A Kultur está orgulhosa em anunciar o lançamento do DVD de "Tintin: Inside Hergé's Cartoon Archives", disponível a partir de 24 setembro de 2013. 

"Em 1929, um jovem cartunista belga Georges Remi, mais conhecido como Hergé, criou um personagem chamado Tintim, que se tornou uma das figuras de quadrinhos mais populares do mundo. O vinte e três livros de aventura de Tintim foram traduzidos para oitenta idiomas e já venderam milhões de cópias em todo o mundo. Neste programa fascinante e revelador, pela primeira vez as câmeras tiveram acesso aos arquivos de Hergé de seu mundialmente famoso herói dos quadrinhos Tintim e seu elenco atemporal de personagens, Milu, o Capitão Haddock e o Professor Girassol."

O DVD será vendido por US$ 14,99 nos EUA e Canadá, apenas em inglês. Confira um trecho do documentário abaixo, ou assista completo em três partes nos links: Parte 1, Parte 2 e Parte 3. Dica: selecione a opção Closed Captions e traduza as legendas para o português.

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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tintim e a Música: Sur le Pont d'Avignon


Sur le pont d'Avignon é uma canção infantil francesa, cantada por Tintim em um quadrinho na página 54 do álbum "A Estrela Misteriosa". A origem da canção remonta ao século 15, e o autor é desconhecido. Sua popularidade começou em 1853, quando o compositor Adolphe Adam incluiu a música em sua ópera cômica "Le Sourd ou l'Auberge pleine". Tintim aparece cantando o refrão, que você pode conferir a seguir (acompanhado de uma tradução não muito fiel...):

Sur le pont d'Avignon (Sobre a ponte de Avignon)
L'on y danse, l'on y danse (Nós dançamos, nós dançamos)
Sur le pont d'Avignon (Sobre a ponte de Avignon)
L'on y danse tous en rond (Todos dançamos ao redor)
Les beaux messieurs font comm' ça (Os belos cavalheiros fazem assim)
Et puis encore comm' ça (E novamente fazem assim)

Sur le pont d'Avignon (Sobre a ponte de Avignon)
L'on y danse, l'on y danse (Nós dançamos, nós dançamos)
Sur le pont d'Avignon (Sobre a ponte de Avignon)
L'on y danse tous en rond (Todos dançamos ao redor)
Les bell' dames font comm' ça (As belas damas fazem assim)
Et puis encore comm' ça (E novamente fazem assim)

Depois disso, seguem-se várias repetições do refrão, citando outros personagens que "fazem assim": os jardineiros, os costureiros, os bebês, os músicos... e quem canta é livre para inventar os versos que desejar - dedicados a outras profissões ou personagens. Escute uma versão da música abaixo.


Refrão da canção. Imagem: Wikipedia.

Curiosidade: A Pont d'Avignon, que dá título à música e é repetida no refrão, refere-se à ponte Saint Bénézet, localizada na margem esquerda da cidade de Avignon, na França. A ponte começou a ser construída no início do século 12, sobre o rio Rhône, mas foi danificada várias vezes, até deixar de ser reformada, no século 16. Hoje, se você resolver atravessar o Rhône usando a ponte, vai acabar caindo no meio do rio...

A Ponte Saint Bénézet, mais conhecida como a Pont d'Avignon.
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

RESULTADO: Promoção #TPT 5 Anos


Para comemorar os 5 anos de Tintim por Tintim, durante as últimas semanas os fãs da página do blog no Facebook exercitaram a criatividade para responder a uma pergunta valendo prêmios. E abaixo estão os nomes dos 5 ganhadores, que em breve receberão prêmios exclusivos!

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sábado, 20 de julho de 2013

Tintim no Tibete: Uma história de amizade

Inspirado no dia do amigo, comemorado em alguns lugares no dia 20 de julho, o TPT resolveu relembrar alguns dos mais memoráveis atos de amizade presentes nas aventuras de Tintim.


Várias histórias de Tintim retratam verdadeiras provas de amizade, como o repórter se arriscando no covil dos gangsters para salvar seu inseparável companheiro Milu, que foi sequestrado em "Tintim na América", ou Tintim e Haddock partindo rumo à América do Sul para resgatar o Prof. Girassol, quando o velho cientista é levado para o Templo do Sol no álbum homônimo. Você deve se lembrar também de Milu caminhando horas a fio para encontrar seu dono que foi preso pelos bandidos no castelo de Moulinsart, em "O Segredo do Licorne", e da viagem dos nossos heróis à Sildávia, em "O Caso Girassol", mais uma vez para salvar o querido professor...

Mas não tem como falar de amizade sem citar uma das obras mais aclamadas de Hergé, "Tintim no Tibete". A primeira prova foi demonstrada pelo repórter para com o jovem chinês Tchang. A relação entre os dois começou logo no primeiro encontro, quando o repórter salvou o menino de um afogamento, no álbum "O Lótus Azul". Anos depois, em "Tintim no Tibete", aquela amizade mostra ainda estar viva quando o jovem oriental desaparece após um acidente de avião no Himalaia. Apesar de todas evidências indicarem o contrário, Tintim está convencido de que seu amigo não está morto, e parte numa perigosa aventura pelas montanhas geladas do Tibete para encontrá-lo.

Ainda em "Tintim no Tibete", outra lição de amizade é dada por ninguém menos que o Capitão Haddock. Enquanto escala uma montanha junto com Tintim, a corda que prende os dois se parte e o Capitão só tem uma escolha a fazer: continuar pendurado e correr o risco de cair e derrubar Tintim ou cortar a corda e cair sozinho. A escolha de Haddock não é outra, senão sacrificar a própria vida para poupar a do amigo.

O tom emotivo de "Tintim no Tibete" pode ser justificado pelo momento que Hergé enfrentava ao criá-lo. Durante a concepção da história, o autor passava por uma fase delicada de sua vida pessoal, com um casamento prestes a ruir, e talvez por isso tenha se preocupado menos com grandes vilões (que são substituídos por uma fera amistosa) para dar espaço a uma trama mais intimista, pacífica, reflexiva. Vale a pena ler e meditar nesta verdadeira história de amizade.

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