quinta-feira, 8 de julho de 2010

Tintim no Congo e outros personagens

Em sua viagem ao Congo Belga, Tintim contracena com diversos personagens, entre eles brancos e negros. Separei aqui os coadjuvantes de maior importância na história, destacando seu papel no desenrolar desta aventura de nosso querido repórter, bem como suas respectivas estreias no álbum. Confira então a lista dos personagens de Tintim no Congo, por ordem de aparição.

Coquinho: Coco no original, é um negrinho congolês que presta serviços a Tintim. Faz sua primeira aparição na página 11, onde é contratado por Tintim para acompanhá-lo durante toda sua exploração ao território africano. Assim como todos os nativos retratados no álbum, Coquinho tem lábios grossos e fala errado. Apesar de muito medroso, é leal ao "nhozinho", tanto que lhe salva a vida em certa ocasião. Visto que a aventura foi publicada em páginas semanais, à medida que Tintim se embrenhava pelo Congo o personagem ia desaparecendo, até que simplesmente não o vemos mais a partir da página 25.

Bola de Neve: Conhecido como Boule de Neige em francês e Snowball em inglês, o menino é um nativo que aparece ao lado de seu pai em apenas um quadrinho da página 9, onde eles observam o navio que traz Tintim e Milu à África. O quadrinho foi pubicado no blog em junho, como anúncio deste especial; para rever, clique aqui. Na versão original, o personagem aparece com um exemplar do Le Petit Vingtième do repórter em mãos - clique aqui e veja.

O rei dos Bakanas: O personagem não possui nome próprio na edição original, mas seu povo é na realidade chamado de Babaoro'm. Estreou na versão de 1946, ainda em preto-e-branco. Na edição colorida da década de 1970 (a mesma que foi publicada em 2008 pela Cia das Letras), ele aparece apenas na página 21, designando Tintim a participar na caça ao leão.

O chefe dos Kixikes: O líder da tribo inimiga dos bakanas também não tem nome declarado, mas um grande senso de orgulho. Quando os vilões Tom e Muganga armam um plano para colocar os kixikes (m’Hatouvou, no original) contra Tintim, o chefe convoca seu exército, "armado à europeia e muito bem treinado" (veja aqui). Mas o poderoso exército kixike, munido de flechas, lanças e um rifle, acaba se rendendo ao repórter quando vê que não consegue atingi-lo, por mais flechas e lanças que atire... O personagem aparece nas páginas 28 a 30 da edição mais atual.

O missionário: É apresentado como um homem caridoso, enviado ao Congo para catequizar os nativos e cuidar de sua saúde e educação. Por duas vezes ele aparece salvando a vida de Tintim: primeiro na página 33, onde livra o rapaz de ser devorado por crocodilos; depois, na página 46, corajosamente salva o repórter de uma das crueldades feitas pelo criminoso Tom.

O personagem é um dos maiores representantes do paternalismo belga sobre o Congo, e a história leva o leitor a criar uma admiração pela ideia. Mas esta é uma imagem tão imposta que, em dado momento, Tintim chama o personagem de "nosso bom missionário" e Milu, admirado com a missão católica no meio da floresta, exclama que aqueles "missionários são sensacionais". Esta visão cândida sobre a figura do padre mostra uma clara influência de Nobert Wallez na obra de Hergé.

Jimmy MacIntosh: Ele mesmo descreve quem é: o fornecedor dos maiores zoológicos da Europa. Originalmente chamado Jimmy Mac Duff, o personagem apareceu pela primeira vez na edição de 1942, em preto-e-branco, como um homem negro (clique aqui para ver). Foi só na versão colorida que o comerciante de animais se tornou branco. Na edição mais recente, o personagem aparece apenas em três quadrinhos da página 38, esbravejando depois de saber que Tintim maltratou seu leopardo de estimação.

Outros personagens que aparecem no álbum, mas sem muito destaque, são: a tripulação do navio, que inclui um médico que cuida de Milu quando este é picado pelo papagaio; os congoleses que recepcionam calorosamente o repórter em sua chegada a Matari, no Congo; três distintos senhores interessados em contratar os serviços de Tintim para jornais de Nova York, Londres e Lisboa; um grupo de congoleses aparentemente ricos (devido à sua vestimenta), que viajam no trem que bate no carro de Tintim; membros das tribos bakana e kixike; pigmeus que endeusam Milu; policiais negros que, chefiados por um branco, prendem um grupo de gangsters; alunos da missão católica, que não sabem quanto é dois mais dois; o piloto e o co-piloto do avião em que Tintim volta para casa; e por fim os nativos que choram a perda do herói belga.

Sentiu falta dos vilões? Aguarde, pois este será o tema da próxima postagem!

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2 comentários:

  1. Muito bom o seu Blog, vai virar referência de consulta para mim!
    Provavelmente você já conhece, mas achei interessante este site que mostra pequenas variações dos desenhos, como curiosidades:
    http://www.free-tintin.net/details2.htm

    Ah! e obrigada pela visita! Volte sempre.

    ResponderExcluir
  2. Mais uma parte excelente. Este especial está me incentivando cada vez mais a adquirir os álbuns de Tintim, algo que já venho pensando a algum tempo... Vou tentar seguir a ordem cronológica de publicação, mas não vejo a hora de ler "Tintim no Congo".

    Valeu Britto!

    ResponderExcluir

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