sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Huan Ying, Dingding!

Os chineses já podem comemorar. Depois de anos, o famoso repórter belga será relançado no país do sol nascente, e pela primeira vez com uma tradução autorizada, em mandarim!

As Aventuras de Tintim sempre sofreram censura na China, mas não era difícil para os mais curiosos encontrar edições piratas dos álbuns originais. Na década de 1980, foram publicados volumes traduzidos para o chinês em preto e branco, mas sem autorização legal. Já nos anos 1990, chegaram as versões coloridas, que pecavam por trazer péssimas traduções.

Em 2001, foi a coleção foi publicada oficialmente. Mais de dois milhões de livros foram vendidos, mas a tradução estava longe de ser perfeita, por ter se baseado na versão em inglês, e não nos originais em francês. Naquele mesmo ano, Wang Bingdong, aos 66 anos de idade, descobriu e ficou fascinado pela obra de Hergé. Ele passou três anos traduzindo e adaptando os textos de 22 livros da coleção, que voltam a ser publicados em 2010.

Wang, que é professor de francês na Universidade de Pequim, mergulhou na obra de Hergé, prestando muita atenção aos nomes e lugares. Adaptações foram feitas para a realidade local, incluindo os nomes dos atrapalhados detetives Dupond e Dupont, que passarm a se chamar Dubang e Dupang. Mas a alteração mais significativa sem dúvidas foi a mudança no nome do personagem-título: entre os chineses Tintim passará a ser conhecido como Dingding.

Fãs de Tintin na China - o único país que o personagem visitas duas vezes - se dizem entusiasmados com o novo livro. "Esta é a primeira vez que o texto original foi respeitado. O tradutor trabalhou duro para permanecer fiel a ele", disse Ziwen Han, um dos líderes do fã-clube de Tintim na China.

Entre os álbuns de Tintim mais queridos pelos chineses, certamente podemos citar "O Lótus Azul". Além de apresentar a primeira viagem do repórter ao país, nesta aventura Hergé toma o lado dos chineses contra seus ocupantes japoneses, em Xangai. Junto com o álbum, praticamente todas as histórias de Tintim serão incluídas na nova coleção. Somente "Tintin no País dos Sovietes" foi excluído, por ser considerado muito anti-comunista pela censura do país, devido às suas críticas contra a União Soviética.

Além das versões em formato de grande - o qual já estamos acostumados - os álbuns de Tintim em chinês serão publicados também em edições de pequeno porte. Os livros custarão 20 e 12 Yuan (aproximadamente 5 e 3 reais), respectivamente.

Com informações do site AFP.
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Um comentário:

  1. Na realidade estas edições menores (as da foto) já existem na China há alguns anos. Mais detalhes neste artigo (de 2007) sobre Tintim na China > http://www.designbrasil.org.br/portal/opiniao/exibir.jhtml?idArtigo=980

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