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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Infográfico: As Ataduras de Tintim

Já parou para pensar em quantos tombos, tiros, quedas e outros incidentes Tintim já teve de enfrentar em suas aventuras? O tintinófilo Stuart Marcelo pensou, contou, e reuniu esses difíceis momentos de nosso repórter em um infográfico baseado na série "As Aventuras de Tintim", que foi exibida no Brasil pela TV Cultura. Confira e relembre As Ataduras de Tintim:


Ainda bem que Tintim sempre se consegue se safar da maioria dessas encrencas!
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terça-feira, 19 de julho de 2016

TPT Entrevista: Eric Heuvel, o criador de January Jones

O Brasil é o primeiro país das Américas a receber as aventuras de January Jones. Apesar disso, a obra não é nova: foi criada no final dos anos 1980, e publicada em todos os países da Europa Ocidental - exceto Reino Unido e Itália - e na Espanha (em espanhol e catalão).

A aviadora nasceu no álbum que acaba de chegar em terras tupiniquins, "Corrida Contra a Morte", escrito por Martin Lodevijk e desenhado por Eric Heuvel. O artista já é conhecido pelo leitor do TPT. Há três anos, uma das obras assinadas por Heuvel, Segredo de Família, foi publicada pela Companhia das Letras e ganhou destaque por aqui, chamando atenção pelo estilo de desenho, a linha clara, tão próximo ao que foi eternizado nas criações de Hergé.

Agora, Eric Heuvel conversa com o blog sobre a criação de January Jones, suas inspirações, os bastidores de seu trabalho, o futuro da série, e até dá alguns conselhos para quem tem interesse em ingressar no mercado de quadrinhos. Confira:

TPT: Como você apresentaria a personagem January Jones para quem ainda não a conhece?
EH: January Jones é uma piloto de testes do período entre as duas Guerras Mundiais, período que agora chamamos de Interbellum. Ela é uma prima de Indiana Jones. O roteirista Martin Lodewijk mencionou isso uma vez, afirmando que os meninos da família Jones são apelidados como estados norte-americanos, e as meninas, como meses. Então, talvez vejamos algum dia um Sr. Tex Jones ou uma Srta. April Jones.

TPT: Como se sentiu quando soube que sua obra seria publicada no Brasil?
EH: Eu achei (e ainda acho) INCRÍVEL... Miss Jones cruzou o Atlântico! Claro que eu imediatamente tive fantasias com sessões de autógrafos em algum lugar nos arredores de Copacabana... uma praia com qualidades atraentes.

TPT: Com certeza já houve muitas comparações com Tintim. O que você acha? Hergé realmente influenciou seu trabalho?
EH: É claro que você pode perceber a fonte de onde eu estava bebendo quando abracei 'La Ligne Claire', mas espero ter adicionado alguma característica particular a esse estilo. Ao menos um colega meu disse isso e eu fico muito feliz, porque eu não gostaria de ser um mero copista...

Arte criada por Eric Heuvel. O texto, traduzido pelo TPT, faz uma reverência à obra de Hergé.
TPT: Quais foram suas outras influências artísticas?
EH: Adotei a Linha Clara um pouco tarde. Eu tinha 27-28 anos. Antes, fui influenciado por vários artistas. Na época do ensino médio foram os artistas da MAD, como Mort Drucker e Jack Davis. Mais tarde os realistas (também) me influenciaram; Giraus/Moebius, Juillard, e também mestres como Mezieres.

TPT: Como você já disse, a personagem também teve alguma influência de Indiana Jones. Já pensou na possibilidade de transformar a série em filme?
EH: Eu nunca pensei nisso. Acho que January Jones, como um produto da cultura pop, é um tanto obscura (pouco conhecida) para a indústria cinematográfica fazer algo com ela.

TPT: January Jones é uma mulher em um papel de destaque, o que é não é tão comum como deveria. Ela fuge dos estereótipos clássicos de mocinha em perigo ou "femme fatale", cuja única arma é a sedução. Você acha que ela cumpre bem a função de represente feminina nos quadrinhos?
Eu acho que cabe às feministas decidir. Não havia uma "agenda politicamente correta" na mente de Martin Lodewijk ou na minha quando concebemos esta personagem.

TPT: Quais são as novidades para o futuro da personagem?
EH: Bem, depois de uma pausa de 15 anos, continuamos a série com mais quatro álbuns. Os quatro primeiros fizeram sucesso na Europa e, por causa da pausa (de 1995 a 2000), precisamos conquistar esses países novamente. Nós - quando falo de "nós", quero dizer eu, o roteirista (Martin Lodewijk) e o editor - estamos no meio deste processo.

TPT: Até onde você pretende chegar com January Jones?
EH: Eu gostaria de continuar esta série, desde que os editores queiram. Agora que eu também estou fazendo os roteiros, não há necessidade de se ter uma pausa. A pausa que mencionei ocorreu porque Martin foi consumido por outros projetos e, na época, concordamos que não haveria outro roteirista. Recentemente, Martin reconheceu o fato de que ele está ficando um pouco velho (ele é 21 anos mais velho do que eu) e concordamos com a ideia de que eu vou fazer meus próprios roteiros para Miss Jones.

TPT: Que conselho você daria para alguém que deseja ingressar no mercado de quadrinhos?
EH: Eles devem perceber que os "anos dourados" dos quadrinhos já passaram. Há tantas outras coisas que podem ser um passatempo viciante: jogos, redes sociais, um monte de canais de TV do mundo todo. Quando eu cresci não havia nenhum jogo, na Holanda só havia dois canais de televisão e nada de computador. Quadrinhos eram maiores do que hoje. Assim, note que é uma maneira marginalizada de se expressar como artista/contador de histórias. Uma qualidade muito importante que você precisa ter como um quadrinista é sempre lembrar que você é, em primeiro lugar, um contador de histórias. Só gostar de desenhar não é suficiente. Você deve ser capaz de contar um conto com suas imagens.


EH: Depois de 'chegar' no mundo dos quadrinhos, você terá um grande trabalho; vai ser um estúdio de filmagem em si mesmo... lidando com a produção, a direção de arte, a escolha de locações, documentando, implementando técnicas de câmera, 'contratando' personagens - de secundários a protagonistas, iluminando, escrevendo a história (se você não tiver uma equipe com um roteirista... Eu tenho conhecimento de ambos os lados desta medalha), e assim por diante...

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Por que você deve ler "January Jones: Corrida Contra a Morte"

"A sucessora de Tintim", "a versão feminina de Indiana Jones"... só se fala nisso quando o assunto é January Jones, o novo lançamento da Avec Editora. Mas, como tintinófilo convicto e fã do arqueólogo, pude tirar a prova e ver que a criação de Martin Lodewijk e Eric Heuvel vai além de uma simples mudança de gênero de figuras icônicas da BD franco-belga e do cinema hollywoodiano. Ela tem potencial de sobra para dividir as prateleiras com qualquer herói e, de quebra, representar uma parcela de público que vem ganhando cada vez mais espaço, o feminino.

Um desses álbuns pode ser seu! Fique ligado na fan-page do TPT no Facebook para saber mais.
Corrida contra a Morte é o título do primeiro álbum publicado no Brasil - já são 6 editados lá fora, e há mais por vir. Assim como em uma história de Tintim, a aventura não perde tempo para começar. Não temos grandes apresentações, então, é no decorrer das páginas que ficamos sabendo quem é January Jones: uma conhecida aviadora norte-americana, que faz mais do que simplesmente atravessar o Atlântico em tempo recorde.

Trabalhando contra os nazistas no período pré Segunda Guerra Mundial, ela tem uma missão e fará o possível para cumpri-la, com ou sem sua aeronave Havilland Comet, que acaba de ser misteriosamente abatida. Miss Jones embarca, então, no revolucionário carro Viragiro, e vai competir o Rali de Monte Carlo, prova que existe no mundo real desde 1911. Realidade, aliás, é o que não falta no quadrinho, que conta com inúmeras notas de rodapé para contextualizar o leitor - resultado da competente tradução de Paulo Henrique Tirre.

O enredo, porém, não é nada didático. Uma boa dose de humor dá o tom à jornada da aviadora, que passa por vários cenários hostis do velho continente, tentando escapar de espiões alemães, corredores trapaceiros... e do sono.  Só o final é um tanto corrido - talvez pelo número limitado de páginas, 48 -, porém, bem resolvido.

No princípio, fiquei em dúvida se essa seria uma história que valeria a pena. Jan - para os íntimos - trabalhando sozinha o tempo todo, com algumas ações questionáveis no início, não parecia a "sucessora de Tintim" que tanto falavam. Mas, à medida que alguns mistérios foram sendo esclarecidos e fui descobrindo sua personalidade e bom humor - ela é um tanto sarcástica e, por vezes, atrapalhada -, a personagem ganhou minha admiração. E a simpatia só aumentou com a inserção de Rik, seu parceiro mirim - quase uma versão do Short Round, de "Indiana Jones e o Templo da Perdição" (1984) -, e de alguns alívios cômicos na aventura. Ah, aqueles italianos...

Jan e seu novo parceiro, Rik.

Em um mundo completamente dominado pelos homens - estamos nos anos 30 - January Jones é um símbolo da engatinhante liberação feminina. Ao longo das páginas, a protagonista demonstra suas habilidades ao se livrar das mais provadoras situações, incluindo o machismo, que o roteiro expõe de forma sutil. Não é à toa que uma de suas maiores inspirações tenha sido a pioneira da aviação Amelia Earhart, grande defensora dos direitos da mulher.

Falando sobre a edição, o trabalho da Avec é impecável; só nos resta torcer por mais volumes da série no Brasil. O visual do álbum  - em formato ligeiramente menor que os volumes de Tintim pela Companhia das Letras - remete diretamente à criação de Hergé, que popularizou a Linha Clara. Eric Heuvel consegue dar sua própria marca ao famoso estilo de desenhar europeu, preenchendo cada quadrinho com um traço leve e fluido. Não sei se sou só um tintinófilo enxergando demais, mas percebi referências a personagens de Hergé, como o Capitão Haddock e a cantora Bianca Castafiore. Depois me contem se também notaram...

Temos que admitir: January Jones talvez não existisse se não fosse por Tintim, Indiana Jones e outras referências tão boas quanto. Mas, não é o traço inspirado na linha clara de Hergé ou a jaqueta e sobrenome do herói norte-americano que vão fazer dela apenas uma sombra. Jan bebe da mesma fonte de ambos, sim: uma fonte de aventuras cheias de perigos e bom-humor. Mas, tem força suficiente para dar título à sua própria série e ser heroína de sua própria história.

Book Trailer:
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quarta-feira, 6 de julho de 2016

TPT 8 anos: de onde viemos e para onde vamos

É, meus amigos, parece que foi ontem... Há exatos 8 anos entrava no ar o Tintim por Tintim, que permanece como único blog brasileiro dedicado à obra de Hergé.


O que dizer aqui? Bom, primeiro que este blog já cumpriu com seu objetivo (ou quase). O TPT fez uma extensa - e intensa - cobertura dos bastidores do primeiro filme de Tintim, já trazudiu um álbum inédito, já entrevistou gente do elenco, gente da dublagem e até o primeiro ator a interpretar Tintim no cinema! Será que eu quero mais que isso? Talvez uma entrevista com Hergé ou com Spielberg - dois acontecimentos com quase o mesmo nível de improbabilidade.

E daqui em diante, o que fazer? Admito que eu ainda devo a meus fiéis leitores matérias sobre cada um dos álbuns e personagens criados por Hergé. E que eu gostaria de fazer uma cobertura melhor ainda sobre as notícias de um novo filme - se houver... Mas não estou aqui para fazer promessas. Queria só compartilhar com vocês a satisfação de fazer um trabalho de fã pra fã há tanto tempo - uau, quase uma década!

P.S.1: Não sei se perceberam, mas dei uma reformada no ambiente aqui, espero que gostem, especialmente se estiverem acessando o blog através de um aparelho móvel.

P.S.2: Vai ter promoção, sim.

P.S.3: Apareçam mais vezes. A vida não é feita só de redes sociais ;)
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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Peter Jackson está trabalhando com Spielberg em novo filme

Que não é Tintim 2...


O diretor Steven Spielberg, que está lançando nos cinemas seu lovo longa, "O Bom Gigante Amigo" (The BFG), revelou que o parceiro e amigo, Peter Jackson, com quem produziu "As Aventuras de Tintim" (2011), já está trabalhando em seu novo filme. Spielberg fez mistério com o título e sobre o que trata o roteiro, mas adiantou que não será a tão aguardada sequência de Tintim.

Segundo Spielberg, Tintim 2 ainda acontecerá. Entenda:

Em entrevista à revista TimeOut, o cineasta americano contou que Jackson está realizando um filme para a Amblin e DreamWorks. A produção antecederá o retorno da parceria dos dois no segundo filme baseado nos álbuns de Hergé, ainda sem estreia oficializada.


"Peter estava tão ocupado com 'O Hobbit' que isso o afastou de Tintim e agora ele está fazendo outro filme para minha empresa. É um segredo, ninguém sabe sobre ele. Então, depois ele vai fazer Tintim", garantiu Steven Spielberg.

Um porta-voz de Peter Jackon disse que ele ficará feliz em falar sobre este novo projeto no momento certo, mas que não poderia fazer nenhum comentário agora.

Vale lembrar que Spielberg já produziu "Um Olhar do Paraíso" (The Lovely Bones), filme de menor orçamento que Jackson dirigiu para a DreamWorks em 2009. Além disso, Peter Jackson comentou há algum tempo (relembre) sobre o desejo de se distanciar dos blockbusters e dirigir dois filmes menores após a trilogia "O Hobbit". O site nzherald especula quais seriam os possíveis títulos.

Para nós, o que importa é saber que sim, ainda existe esperança. E, se o próprio Spielberg confirma que 'Tintim 2' virá, isso pode significar que um novo acordo com a Moulinsart S.A. deve ter sido - ou estar sendo - fechado. Do contrário, os direitos de adaptação para o cinema voltariam para os herdeiros de Hergé - entenda.

Agora, resta saber quando a nova aventura acontecerá, porque não é a primeira vez que temos "confirmações" como esta.

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