segunda-feira, 21 de julho de 2014

Quick e Flupke: Volume 2 já está à venda


A Globo Livros Graphics lançou em junho no Brasil o segundo volume da série "As Diabruras de Quick e Flupke", (Les Exploits de Quick et Flupke - vol. 2), completando a publicação inédita dos quadrinhos criados por Hergé no país. O primeiro volume foi publicado em novembro de 2013, e apresentou ao público brasileiro uma dupla de garotos peraltas que poderia aprontar qualquer cidade do mundo. O impecável lançamento está concorrendo ao troféu HQMIX na categoria Publicação de Clássico.


Lançadas originalmente em onze álbuns avulsos entre 1949 e 1969, as histórias trazem a essência criativa de Hergé para quem realmente ama o universo das HQs. O trapalhão (e um tanto azarado) Quick e seu travesso parceiro Flupke conquistaram de imediato os leitores, ao introduzir altas doses de nonsense e bagunça num mundo organizado por adultos – como o vigilante Agente nº 15, um policial com ares chaplinianos que vive implicando com os garotos.


O traço limpo, característico do estilo gráfico de Hergé que seria chamado de ligne claire (linha clara), já era marcante em toda a série, originalmente concebida em preto e branco. Só mais tarde, depois da Segunda Guerra Mundial, as desventuras de Quick e Flupke foram coloridas e compiladas em álbuns, tornando-se populares para além da Bélgica, em outros países de língua francesa. As tramas da dupla serviram como base, ainda, para uma série de desenho animado para a TV, na década de 1980.

"As Diabruras de Quick e Flupke - volume 2" está à venda nas melhores livrarias por R$ 39,90. A julgar pelo primeiro volume, são 152 páginas que devem valer a pena... Vamos saber melhor em breve.

Quer saber mais? Clique aqui e veja outros artigos relacionados.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Andy Serkis fala sobre o filme 'Tintim 2'

O ator Andy Serkis, que viveu o Capitão Haddock no filme "As Aventuras de Tintim" (2011), está divulgando o lançamento de seu novo trabalho, "Planeta dos Macacos: O Confronto" (Dawn of the Planet of the Apes), que chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 24 de julho. Em entrevista ao site CinemaBlend, o ator falou sobre seus próximos projetos, entre eles o esperado 'Tintim 2'.


'Tivemos conversas vagas, sim. Acho que é totalmente esperado que haverá um outro filme, e que Peter Jackson vai começar a fazer o seu', afirmou Serkis que, em outras palavras, não acrescentou nada de novo.


Intérprete do chimpanzé geneticamente modificado Caesar, Andy Serkis está envolvido em grandes projetos de Hollywood, como o novo filme da franquia "Planeta dos Macacos", o sétimo episódio da saga "Star Wars", dirigido por J.J. Abrams, e "Os Vingadores: A Era de Ultron", sequência do sucesso de bilheteria da Marvel Studios. Além disso, Serkis assina a direção de segunda unidade dos três "O Hobbit", de Peter Jackson, cujo último filme estreia em dezembro deste ano, e se prepara para comandar uma nova versão cinematográfica de "The Jungle Book" (conhecido por aqui como "Mogli - O Menino Lobo"). Com tantos projetos grandiosos na fila, será que sobra um tempinho para Tintim?!

terça-feira, 24 de junho de 2014

5 vilões de Tintim que gostaríamos de ver no cinema


No universo cinematográfico de Tintim já nos deparamos com vilões como o pirata Rackham, o Terrível e seu descendente (sic) Sakharine, o mercenário Allan Thompson e o chefe do tráfico - pelo menos nos álbuns - Omar Ben Salaad, além de alguns capangas do navio Karaboudjan. Mas a obra de Hergé conta com um amplo mosaico de vilões de diversas categorias, dos mais temíveis aos mais atrapalhados. É sobre eles que vamos falar, afinal ainda temos esperança de ver alguns álbuns adaptados para o cinema, e um herói que se preze tem que ter bons rivais...

Para começar, vamos falar de Mitsuhirato. Motivos não faltam para incluir o dissimulado japonês em um dos filmes de Tintim. Quem não se lembra da conspiração para provocar uma guerra entre a China e o Japão e a tentativa de acabar com o intrometido repórter? Provas de que ele é ardiloso na medida certa para carregar um papel de destaque no cinema. O problema é que o empresário aparece apenas uma vez na série, em "O Lótus Azul". Mas, se Spielberg não negou que o álbum poderia inspirar o roteiro do segundo filme (relembre aqui), não custa sonhar...

Um malvadão que tem, sim, grandes chances de aparecer em uma futura adaptação cinematográfica é o Coronel Boris Jorgen. Como é quase - eu disse quase! - certo que um filme baseado nas aventuras de Tintim na Lua seja o terceiro ou quarto da franquia de Steven Spielberg e Peter Jackson (isso se houver um segundo), é bem possível que o agente duplo da Bordúria seja o principal vilão, já que ele aparece como antagonista em "Explorando a Lua". De cortesia, quem sabe ainda ganhamos um flashback de "O Cetro de Ottokar", álbum de estreia do coronel bórduro que já foi mencionado no primeiro filme (entre os recortes de jornais nas paredes do apartamento de Tintim).

O Coronel Sponz é outro com forte potencial. Chefe militar da Bordúria, ele vê Tintim cruzar seu caminho e atrapalhar seus planos pela primeira vez em "O Caso Girassol". O rancor de Sponz pelo repórter dura tanto tempo que, depois de anos, ele é levado a tentar uma vingança, desta vez na América do Sul, como vemos em "Tintim e os Pícaros". Com a possibilidade de "O Caso Girassol" ser transformado em longa-metragem, talvez tenhamos a chance de ver o desprezível fascista nas telonas.

Um dos rivais mais astutos que Tintim já enfrentou, o Dr. J. W. Müller é um psiquiatra que usa a profissão para esconder seus crimes, que incluem sequestro e falsificação de dinheiro. É um personagem bem-desenvolvido, mas infelizmente aparece em álbuns que não estão na lista de prováveis adaptações. Mesmo assim, ele poderia aparecer em um filme com elementos de "Perdidos no Mar", que ainda incluiria vilões como Rastapopoulos e o sheik Bab El-Ehr, inimigo do Emir Ben Kalish Ezab - que, junto com seu filho Abdallah, é essencial na franquia (pelo menos para este que vos fala). Apesar de pouco provável, Müller também ficaria ótimo em uma versão de "A Ilha Negra" para a telona.

Não tem como falar em vilão de Tintim sem citar R. J. Rastapopoulos. O inescrupuloso milionário e empresário criminoso de origem grega enfrenta Tintim em mais de uma aventura, e poderia muito bem aparecer em uma adaptação de "O Lótus Azul" ou até de "Perdidos no Mar", onde surge como um mestre dos disfarces. É uma pena que as aventuras nas quais Rastapopoulos participa sejam as menos cotadas para virar filme - e nem acho que os fãs estariam tão interessados em uma versão de "Voo 714 para Sydney", por exemplo. Porém, se conseguiram fazer uma adaptação que deu fim aos irmãos Passarinho (ou Pardal) e transformou até o pacato Sakharine em um odioso vilão, não dá pra duvidar de nada...

domingo, 22 de junho de 2014

Abdallah: 65 anos de traquinagens

Com mil raios! Já faz 65 anos que apareceu pela primeira vez o garoto mais peralta do universo de Hergé. Ele consegue superar Quick e Flupke juntos, passa longe de Jo, Zette e seu chimpanzé Jocko no quesito travessuras e nem se compara aos tranquilos Zorrino e Tchang... Abdallah, o herdeiro de Khemed, surgiu em 16 de junho de 1949, na revista belga Tintin.


E que dizer sobre ele? Abdallah é o filho de Mohammed Ben Kalish Ezab, o emir de Khemed. Seu primeiro encontro com Tintim é no álbum "No País do Ouro Negro", aventura em que o pequeno príncipe árabe é sequestrado por Mull Pacha (vulgo Dr. Müller). Em "Perdidos no Mar", é a vez de Abdallah visitar o lar do Capitão Haddock, mudando a rotina do castelo de Moulinsart e acabando com a paz de Nestor.

Apesar das brincadeiras de mau gosto, o garoto conquista o carinho do leitor e de seu principal alvo, o Capitão, ou como ele chama, Mil Raios...

Saiba mais sobre o personagem em outro post do TPT, clicando aqui.

domingo, 8 de junho de 2014

Segundo filme de Tintim está em risco

Por ocasião dos 5 anos do Museu Hergé, o casal Fanny e Nick Rodwell, que administram o legado do criador de Tintim, deram entrevistas sobre o futuro da obra. Entre outras coisas, eles falaram sobre a decisão envolvendo um novo álbum de Tintim e projetos envolvendo o próprio museu e as futuras aventuras de Tintim nas telonas.

Leia mais nos links:


Em artigo da AFP, Nick Rodwell conta que seu objetivo é criar "uma marca de Tintim que se situa em algum lugar entre os quadrinhos e a arte contemporânea", por isso planeja organizar exposições temporárias não só no museu em Louvain-la-Neuve, como em outros espaços ligados à marca, como o Chatêau de Cheverny - que inspirou o castelo de Moulinsart - e a cidade de Angoulême. O administrador da Moulinsart admite que o filme de Steven Spielberg e Peter Jackson foi "gigantesco, a melhor promoção possível" para Tintim, embora não tenha alcançado a bilheteria esperada.

Sobre a sequência, Rodwell ressalta que Jackson "pediu um tempo", enquanto está empenhado em "O Hobbit", cujo último filme da trilogia estreia este ano. Mas revela que, se o cineasta deixar de lançar um novo filme dentro de cinco ou sete anos desde o último (ou seja, até 2017), "vamos recuperar os direitos". E pode ter certeza: se o filme não foi lucrativo (e vamos admitir, não foi) e isso acontecer, a chance de vermos um 'Tintim 2' nas telas é nula...

Voltando à entrevista de Fanny Rodwell ao Paris Match, o site oficial da revista publicou alguns trechos, e boa parte da conversa girou em torno da sequência do filme de 2011. Fanny comenta que o filme de Spielberg "teve passagens admiráveis, mas outras coisas foram um pouco exageradas (...) Havia belas cenas, como a caravela, as batalhas, etc. Mas havia cenas um pouco demais para Tintim", acredita ela. "Hergé foi exatamente o oposto. Seu trabalho é mais suave..."


A viúva de Hergé afirma que Spielberg "ainda está decidido a fazer" o segundo longa de Tintim, mas que o último encontro que teve com o cineasta foi "há dois ou três anos em Los Angeles". Contudo, eles devem voltar a conversar antes de dar andamento à sequência. "Jackson não pode embarcar no projeto sozinho, porque ele provavelmente exigiria grandes investimentos", diz a sra. Rodwell, confiante de que o cineasta neozelandês "tem uma cultura, uma sensibilidade sem dúvidas mais próxima da europeia. Spielberg é muito fino, e simpático. Ele é, como dissemos, 100% americano, ou vai ou racha... Mas é uma visão das coisas muito engraçada também, muito divertida", conclui.

Questionada se interviria em uma nova versão do filme, diminuindo um pouco a ação norte-americana, ela afirma que, se pudesse, talvez o faria. "Ele foi audacioso", opina Fanny, que mesmo assim confessa: "Se houvesse outro filme, teríamos o maior prazer". Se...
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